15.9.15
Um pouco da historia sindical de Gurupá, nas palavras de Edgar Pantoja de Sousa.
Um pouco da historia sindical de Gurupá, nas palavras de Edgar Pantoja de Sousa.
Era preciso se organizar e mobilizar o Sindicato.
- Começamos a mobilizar os trabalhadores para a formação de um Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá onde o mesmo foi fundado em 26 de janeiro de 1975, era coordenado pelos patrões, não acompanhava as lutas e organizações de interesse dos trabalhadores que estavam do lado dos próprios patrões sendo que eles defendiam seus interesses, em 1986 criamos a chapa de oposição chamada chapada dois com o tema “unidos Venceremos, já era a terceira eleição que tentávamos mais éramos derrotados como tínhamos certeza que as duas derrotas sofridas era por fraude dos que estavam assumindo o órgão de classe, tivemos que montar uma estratégia uma campanha restrita uma campanha relâmpago, essa organização custou para os trabalhadores rurais de Gurupá 54 dias de acampamento e o naufrágio criminoso do B/M. Livramento de propriedade da paróquia de Santo Antonio ocorrido na noite de 28 para 29 de março de 1986, vigiado por um comando da policia militar, que foi pedido pela administração do Município daquela época.
Qual era a bandeira de luta?
-A bandeira dois tinha como proposta de trabalho três bandeiras de lutas terra , saúde e produção luta pela posse da terra com a presidência do STR sob o comando dos trabalhadores rurais as delegacias sindicais tiveram prioridade pára defender os seus lotes ou a terra onde trabalha, com isso, criou-se maior divisão entre patrão e freguês, porque o patrão queria impor o direito de mandar na produção do freguês , a produção na maioria das vezes era, o patrão exigia produção que se não fosse alcançada seria conduzida outro coletores para aquela área .
Como foi o poder de convencimento e conscientização com os trabalhadores rurais.
-Essa era a Idea patronal gerar lucros desenfreados sem os prejuízos as famílias que depois ficavam nas terras sem produção e o impacto ambiental...
Decidimos reunir com as delegacias sindicais, e dar suporte para eles negociarem com os patrões, propostas aprovadas pelos trabalhadores.
O posseiro teria de tirar a produção para vender aos patrões só retirar o que eles achassem necessário para sua sobrevivência como também pagar na hora da entrega, direito de vender só 30% da produção para o patrão e 5% para o freguês, direito de permanecer na terra.
Essas propostas não foram aceitas pelos patrões, reagiram confirmando serem os dono da terra, tentaram meter gente nas áreas ocupadas para tirar a produção foi um dos momentos muito delicados que as comunidades eclesiásticas de base (CEB`s), reunimos o povo para reagir a opressão dos patrões, que sempre vinham acompanhados pelo Ministério Público com base em documentos, escrituras das terras que diziam sendo eles os donos das terras poderiam fazer o que bem entendessem das terras, por outro lado os posseiros estavam vendo as terras sendo devastadas e ainda a insegurança econômica dos companheiros , os patrões só pensavam no lucro vindo do extrativismo, madeira e palmito, e, isto era a primeira economia do homem do campo , quando o patrão via que o freguês tinha uma certa reserva de palmito ou madeira , e que não queria dispor deste recurso por ser a única por ser a única economia , óleo patrão metia gente na terra para retirar a produção sem avisar o poceiro , viveu-se um momento de muita dificuldade e atenção , como resolver está problemática?. O que aconteceria?
As terras dos poceiros eram invadidas a mando daqueles que se diziam donos da terra o poceiro prejudicado tinha que recorrer a Promotoria de Justiça, comunicando a invasão e pedindo providencias, dependendo da queixa formulada a autoridade determinava a suspensão do trabalho, no entanto quando chegava o mandado em poder do acusado à vezes não tinha mais nada na terra até os trabalhadores já tinham saído da terra invadida.
Essa forma de defender a terra ao poceiro não deu certo para defender a produção o poceiro precisava reagir para defender sua produção, para isso as delegacias sindicais com as lideranças das comunidades tiveram que reunir com o presidente dão STR e comunicar as autoridades do município o desrespeito a que os trabalhadores eram tratados por parte daqueles que se diziam donos da terra.
Assumimos uma proposta de encaminhamento, queríamos negociar com eles a forma de tirar a produção, foi muito difícil, mais eles se conformaram com as nossas posições, varias casas foram queimadas, com ameaça de morte estávamos constantemente pelo Ministério Público pela Delegacia de Policia, a resistência era sempre feita com muito respeito , finalmente, os tempo mostrou que os trabalhadores não queriam terra para invadir, mas, para morar e trabalhar como se vê ate os dias de hoje.
HISTÓRIAS DE SÃO BENEDITO DE GURUPÁ!!
Dona Felicia, faleceu com 103 anos de idade, genitora de José Libanio de Souza Pará( Zeca Pará), que era Advogado e foi Adjunto de Promotor em Gurupá.
Contava que a imagem de são Benedito todo ano era pintada na capital paraense, a imagem era retirado do altar e levado em canoas a vela, próximo ao mês de dezembro como era de costume.
Segundo a historia, o barco que estava ancorado no porto de Belém, que sairia com destino a Gurupá, quando chegou próximo ao horário de sair um certo senhor moreno com poucas roupas, perguntou se poderiam vender uma passagem para tal destino, com a resposta dos tripulantes positiva, o certo homem calmamente entrou no barco a vela, seriam longos dias até o destino.
Ao saírem de Belém já ao entardecer, os tripulantes com sono e certo passageiro perguntou se quisessem dormir, que ele conhecia a rota e sabia pilotar o barco, todos ao concordarem foram dormi.
Quando acordaram já de dia, estavam ancorados na frente da cidade de Gurupá, todos ficaram assustados, porque a vigem durava dias.
O barco estava ancorado na frente da igreja matriz, o zelador da igreja ao fazer a limpeza da igreja ficou surpreso ao ver a imagem de são Benedito no altor, como a mesma estava em Belem para ser restaurada, foi em direção do barco para saber quem havia trazido a imagem e quem colocou no altar, pois a igreja estava fechada e só ele terias as chaves.
Ao olhar o barco viu os tripulantes no toldo da embarcação e foi indagar a situação, ao conversar com os tripulantes estavam assustados e surpresos por estarão ali, então perceberam que o passageiro era São Benedito, que veio com eles.
O zelador tocou os sinos e avisou a todos que a imagem de São Benedito tinha chegado, em poucas horas todos estavam na igreja louvando tal fato com milagre.
PRESENÇA DE JUDEUS EM GURUPÁ NO SECULO XIX
A presença judaica na Amazônia tem registro no ano de 1810, século XIX, intensa imigração de judeus provenientes de Marrocos, alguns Portugueses, que deixaram seu país para exercer atividades comerciais, construindo famílias e ate acumulando o suficiente para trazer suas famílias, até um cemitério de judeu na cidade, situado no setor Nossa Senhora das Graças, e descendentes da famílias Benathar e Benaion.
Alguns se estabeleceram na zona rural de Gurupá, se adaptando ao cenário do ribeirinho, onde era feito um sistema de aviamento, participando da historia econômica e politica de Gurupá.
A queda do preço da borracha foi um fato negativo, reduzindo moradores a 300 pessoas, e comerciantes estabelecidos tanto na zona rural quanto na zona urbana fecharam suas portas, a família Castiel muda-se para o estado de Roraima.
A geração pioneira veio com um desafio, foram para o interior como comerciantes, vendedores, caixeiros viajantes, buscando oportunidades em Gurupá estabeleceram famílias Azulay, Serfaty, Althar e Levy.
Muitas acham que os judeus se estabeleceram na amazonia, pela valorização da borracha, mais sim essa imigração ocorreu pelas históricas perseguições religiosas, sabemos que o judeu marroquino José Benjó no ano de 1823, teve licença concedida para se estabelecer na cidade de Belém, para fins comerciais.
Foi com o inicio da segunda guerra mundial em 1939 e inicio do segundo ciclo de borracha, muitos judeus buscaram seringais na amazônia, as gerações se destacaram na politica como a família Benathar e Castiel, economicamente se tornaram comerciantes de grande valor.
Acredito que os judeus daquela época não esqueceram suas tradições hebraicas, como o almoço do Shabat, a benção do pão que chamavam Hamossí, quando os pedaços são distribuídos pelo oficiante, tocados no sal e jogados aos pratos das pessoas presentes.
O pacto com Abrahão, através do nascimento de uma criança a família, através da Berit Milá.
É interessante as famílias marroquinas tinham muitos filhos, costumavam dar nomes dos avós assim perpetuando e homenageando em vida, além dos tradicionais nomes bíblicos.
Procurei citar essas tradições de um povo que colaborou muito na historia de Gurupa, para que as gerações não esqueçam que aqui estiveram famílias grandes de um pais distante, de costumes e religiões diferentes e precisamos respeitar sua historia.
Transmiti-la para novas gerações compreenderem a essência dos valores que ainda estão presente em descendentes que aqui permanecem nesta cidade
Em relatos do pesquisador Charles Wagley, consegui farta documentação e descreveu costumes dos últimos hebreus como D. Alegria mae de Rafael Castiel, que preservava o cemitério dos judeus limpando três vezes ao ano, ainda preservava a alimentação é não comiam peixe de pele, nem peixe e carne no mesmo prato, não cozinha nos sábados.
Haviam 14 negociantes em Gurupá no ano de 1889, judeus Abrahan, Bensabeth, Abraham Azulay, Jacinto Aben Athar, Marcos Aben Athar, Moyses Levy.
OS CONSELHOS E A PARTICIPAÇÃO POPULAR EM GURUPÁ
Em Gurupá, atualmente existem 10 Conselhos Municipais considerados como órgãos do Estado, cuja representação envolve tanto setores do poder público como da sociedade civil os Conselhos existentes são:
1. Conselho Municipal de Saúde e Saneamento, Lei Municipal n. 767 de junho de 1993;
2. Conselho Municipal de Educação, Lei Municipal n. 795 de junho de 1995, com alterações
da Lei 957 de dezembro de 2006;
3. Conselho Tutelar Lei Municipal n.759 de 1992;
4. Conselho da Criança e do Adolescente Lei Municipal n.779 de 1994;
5. Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente Lei Municipal n. 877 de maio de 2001;
6. Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação(FUNDEB) Lei Municipal n. 959 de fevereiro de 2007;
7. Conselho Municipal de Política Agrícola e Agrária, Lei Municipal n.749 de janeiro de 1992;
8. Conselho Municipal de Alimentação Escolar, Lei Municipal n. 825 de julho de 1996.
9.Conselho Municipal de Turismo Lei Municipal n. 862 de maio de 1999.
As associações comunitárias oficialmente registradas no município são as seguintes as associações que possuem inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica são:
1. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá (STR);
2. Associação dos Agricultores do Arinhoá, Gurupá-Mirí e Ribeira (ASSAAGRI);
3. Associação dos Pequenos Produtores do Jocojó ,Flexinha e Cojuba (APROJOFC);
4. Associação dos Pequenos Produtores do Pucurui (ASPEPP);
5. Associação dos Pequenos Produtores do Bacá e Estrada (ASPEBE);
6. Associação dos Lavradores do Setor Ipixuna (ASLASI);
7. Associação dos Produtores Rurais do Jaburu (APROJA);
8. Associação dos Pequenos Produtores do Setor Moju (APROSEM);
9. Associação dos Produtores Rurais de Médio Alto Mararú e Murupucu (APROMAM);
10. Associação dos Trabalhadores Rurais do Marajoí (ATRM);
11. Associação dos Pequenos Produtores do Baixo Mararú (APROBAM);
12. Associação dos Trabalhadores Rurais da Ilha da Santa Bárbara (ATRISB);
13. Associação dos Trabalhadores Rurais do Camutá do Pucuruí (ATARCP);
14. Movimento das Mulheres de Gurupá (MMG);
15. Associação das Comunidades dos Remanescentes de Quilombolas de Gurupá (ARQMG);
16. Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha de São Salvador (ATAISS);
17. Associação Municipal Comunitária de Desenvolvimento Artístico, Social e Cultural de Gurupá (ASMUDEACS);
18. Associação Livre dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de Gurupá (ALPPAR);
19. Associação da Casa Familiar Rural de Gurupá (ACFRG).
Pelos dados apresentados, constata-se, dentre as dezenove associações registradas,que somente duas delas fazem referência ao Desenvolvimento Cultural e Educacional de Gurupá.
Fonte de consulta: Cartório Lobato e FASE
PREFEITOS DE GURUPÁ
1- FLODOALDO PONTES PINTO, Funcionário Público Federal, nascido no distrito do Itatupã, casou-se com Balbina Paz Barreto e faleceu noEstado de Roraima.
2- MARIO SILVA MACHADO, Funcionário Público Municipal, casou-se com Terezinha Sanches da Silva, faleceu na cidade de Porto de Moz.
3- WILSON ALFREDO LIMA, nasceu no rio Baquiá na zona rural de Gurupá, casou-se com Edy Terezinha Panpolha de Lima, faleceu na cidade de Belém.
4- WILSON JACOB BENATHAR, nasceu no rio Taiassuí na zona rural de Gurupá, fiho de Jacob Marcos Benathar que foi Intendente de Gurupá, casou com Indá Saldanha Benathar.
5- OSCAR SANTOS, nascido em Breves, manteve residência no rio Muruchaua na zona rural de Gurupá, faleceu em Gurupá em 1999.
6- JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELO, Funcionário Público Municipal, casou-se com Maria Raimunda Fernandes Melo, foi Prefeito em duas legislaturas, faleceu em Anapolis-GO em 2015.
7- JORGE PALHETA SOUZA, nasceu no rio Baquia, casou-se com Alice Coimbra Palheta, faleceu em Gurupá no ano de 2003.
8- JUVENAL DO VALE TAVARES, Funcionário Público Estadual, nasceu na cidade de Ponta de Pedras.
9- BENEDITA CECILIA PALHETA PEREIRA, casou-se com Francisco Antonio Pimentel Pereira, foi Prefeita em duas legislaturas faleceu em 2013.
10- ESMERALDINA NUNES DOS SANTOS, Funcionária Pública Municipal, nasceu no Mazagão-AP, casou -se com José dos Santos.
11- MANOEL MOACIR GONÇALVES ALHO, nasceu no rio Mojú na zona rural de Gurupá, casou-se com Rosalina Pombo Almeida, fundador do PT em Gurupá, foi Prefeito em duas legislaturas.
12- RAIMUNDO NOGUEIRA MONTEIRO DOS SANTOS, nasceu no rio Mararú, casou-se com Humbertina dos Santos Monteiro, foi Prefeito em quatro legislaturas, três vezes Vereador e Membro fundador do PT em Gurupá, onde já ocupou a Presidencia municipal.
FONTE: BENEDITO SANCHES DA SILVA- GURUPÁ DOS MARIOCAY
ADELINO PANTOJA ( PERSONALIDADE HISTÓRICA DA CIDADE DE GURUPÁ
FATOS E ACONTECIMENTOS EM GURUPÁ
1888- As eleições foram disputadas pelo PMDB e PT, tendo como representante do PT, o trabalhador rural morador do rio Moju Moacir Alho, e como Vice Prefeito Manoel Pantoja da Costa; o PMDB apresentou os candidatos a Professora Esmeraldina Nunes dos Santos e o Comerciante Liberato César Borralho, que saíram vencedores desta eleição.
- Os Vereadores eleitos foram: Hamilton Rodrigues da Silva, Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Manoel Pedro dos Santos Marques, Ivanete dos Santos Melo, Wilson Jacob Benathar, Manoel do Carmo de Jesus Pena, Raimundo Nogueira, Antônio Santana Alves Alho, Rosalina Barbosa Serrão.
- Os representantes da histórica bancada do Partido dos Trabalhadores foi essencial para a vitória nas eleições de quatro anos mais tarde para Prefeito Municipal.
1990- Promulgada a Lei Orgânica Municipal de Gurupá no dia 5 de abril.1992- Ós candidatos da coligação PMDB, PDS eram o Engenheiro Sergio Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Edison Palheta Teixeira, os candidatos do PT eram o Agricultor Moacir Alho para Prefeito e para Vice Prefeito Edson Lima da Costa, se elegeram com muitos votos da zona rural de Gurupá.
- Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Hamilton Rodrigues da Silva, Benedito Coimbra Palheta, Luiz Gonzaga de Almeida, Antônio Santana Alves Alho, Raimundo Nogueira, Josiel Pantoja de Souza, Max José Campos Alves, Osmar Sanches Ferreira.
1993- O Deputado Estadual Waldir Ganzer(PT), esteve na posse do primeiro Prefeito do Partido dos Trabalhadores em Gurupá o agricultor Moaçir Alho.
1994- Criado o IPMG (instituto de previdência municipal de Gurupá).
-A lei municipal 779/94 criou o Conselho Tutelar em Gurupá.
1994- O gurupaense Sebastião Bala Rocha, radicado no Estado do Amapá, filiado no PDT-AP, se elege Senador da Republica pelo estado do Amapá.
1995- O Juiz de direito da comarca de Gurupá era Dr. Claudio Rendeiro
1995- Os Vereadores Josiel Pantoja( Alonso) se desligou do PT, que se licenciou por 90 dias, o suplente Manoel Evangelista Palheta assumi o cargo, Max Campos que era Presidente da Câmara e assumia a prefeitura interinamente quando o Prefeito se ausentava do município, se desligou do PT e filiou-se ao PPB, posteriormente ao PSDB.
1996- As convenções partidárias agitaram a cidade, entre a coligação e o PT, O PMDB lançou candidato a Prefeito a Professora Benedita Cecilia Palheta e a Vice Prefeito a Professora Nair Lima dos Santos, o PT lançou o ex. seminarista e atuante líder sindical o ex. Vereador Manoel do Carmo de Jesus Pena e para Vice Prefeito Maria de Fátima Calado.
- A coligação que tinha como candidata Benedita Cecilia Palheta vence pela diferença de 214 votos.
- Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Hamilton Rodrigues da Silva, Benedito Coimbra Palheta, Luiz Gonzaga de Almeida, Manoel Evangelista Palheta, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Nivaldo dos santos Nascimento, Francisco Diamantino Pessoa, Benedito Monteiro de Oliveira.
-Ocorre um assalto em uma lancha voadeira que conduzia R$ 60000.00 ( sessenta mil reais), dinheiro que seria para Prefeitura do fundo de participação do município, retirado na agência de Breves do Banco do Brasil.
1997- Instala-se em Gurupá os projetos da FASE( federação de órgãos para assistência social), capacitando a comunidade e organizando, preparando um novo ciclo histórico no município.
1998- com a Lei Municipal 759/92 alterada pela lei 779/94 de 30 de dezembro de 1994, teve a primeira eleição para Conselheiro Tutelar em 1998.
1999- O padre Giulio Luppi, na paroquia de Gurupá ordenou em cerimonia eclesiástica o padre Robson Lopes.
- Fundação da associação dos remanescentes quilombolas de Gurupá e a associação remanescente dos quilombolas Maria ribeira.
2000- O PT sai vencedor pela diferença de 131 votos, o ex. Vereador Raimundo Nogueira é eleito Prefeito tendo como Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, com a votação histórica de 3.345 votos, a candidata da coligação teve 3.214 votos, 45 votos em branco, 300 votos nulos, abstenções 1.46, compareceu 6.904 eleitores.
- Os Vereadores eleitos foram: Antônio Josinaldo Nunes dos Santos, Benedito Ferreira de Andrade, Benedito Coimbra Palheta, Benedito Sanches da Silva, Luís Gonzaga de Almeida, Antônio Adalto Nunes dos antos, Benedito Monteiro de Oliveira, Nivaldo dos Santos Nascimento,Rosalina Pombo de Almeida.
- Construído o trapiche no bairro da fortaleza e a feira do produtor;
- Pagamento em dia e volta do credito aos funcionários públicos;
- muitas ruas foram aterradas, boa parte da zona rural era alagada;
-As faltamento das principais ruas e avenidas da cidade;
-Modernização do sistema de abastecimento de água;
-A criação da ATAIC (associação dos trabalhadores agroextrativista da ila das cinzas);
- Área dos quilombolas Maria Ribeira conta com 32 famílias, recebeu o titulo definitivo no dia 20/11/2000 pelo ITERPA.
201- O gurupaense Pedro Alves Vieira e Girolamo Treccani escreveram cm apoio do STTR e FASE o livro “ Documentar a terra: uma luta constante no ano de 2001
2002- no dia 02 de agosto de 2002, houve a retomada do terreno na localidade Xngu, que foi cedida a COOMAG( Cooperativa Mista Agroextrativista de Gurupá), pela Prefeitura de Gurupá, havendo um desentendimento entre o comerciante Max Campos que representava a empresa CETENDOR EMPREENDIMENTOS S/N e o Sr.Manoel Castro que estava dando apoio ao pessoal da COOMAG.
2002- s eleições para Governo do Pará, vencidas por Simão Jatene do PSDB teve 1.865 votos, Maria do Carmo Martins(PT) teve 3.275 votos em Gurupá no primeiro turno, no segundo turno Jatene teve 2.298votos, Maria do Carmo teve 3.649 votos, compareceu 6.226 eleitores gurupaense.
2002- O gurupaense Waldez Goés, Foi eleito Governador do estado do Amapá em uma disputa no segundo turno com a Professora Dalva Figueiredo, do PT,seria reeleito em 2006, já no primeiro turno.
2002- A Fortaleza de Santo Antonio de Gurupá foi reformada pelo Prefeito Municipal Raimundo Nogueira Monteiro dos Santos, tendo com Secretário de Obras Benedito Osélio dos Santos Serrão.
2003- Inaugurado o prédio sede da Câmara Municipal de Gurupá, homenageando o ex. Prefeito e Vereador por quatro mandatos Jorge Palheta de Souza, nascido no rio Baquia, no ano de 1909, casou-se com Alice Coimbra Palheta, foi filiado no PST, PSP, ARENA, foi em vida uma pessoa exemplar, pai da ex. Prefeita Cecilia Palheta.
Jorge Palheta faleceu no dia 04 de dezembro de 2003 aos 94 anos de idade na cidade de Gurupá.
2004- As convenções dos partidos políticos, apresentam a reeleição do Prefeito Raimundo Nogueira pelo PT, novamente como o Vice Prefeito Manoel Evangelista Palheta, a coligação apresentou a ex. Prefeita Esmeraldina Nunes, tendo como candidato a Vice Prefeito o ex. Vereador Max Campos.
- Raimundo Nogueira foi reeleito Prefeito com 5.023 votos, a candidata da coligação teve 3.833,os votos nulos foram 348, votos em branco 48, as abstenções foram de 1.606 pessoas, compareceu 9.252 eleitores, os Vereadores eleitos foram: Waldir Fernandes, Benedito Monteiro de Oliveira, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Francisco Diamantino Pessoa, Nivaldo dos Santos Nascimento, Glal Fernandes Sabóia, Benedito Ferreira de Andrade, Benedito Torres Amorim, Francisco Aderval Pereira Góes.
- Reformado o prédio da Prefeitura Municipal de Gurupá e casa da Cultura, tornando uma referencia cultural.
2005- Criado a reserva extrativista Itatupá Baquia no dia 14/06/2005, com 64..735 hectares com 345 famílias dividido em sete comunidade.
2006- Criado a reserva extrativista Gurupá- Melgaço por decreto presidencial n° 145/06, tendo 70% das terras gurupaense e 30% pertencente à Melgaço, com uma área 145.297.54 hectares e 690 famílias.
- Criado pela resolução n° 002/2006 o Regimento Interno da Câmara Municipal de Gurupá.
2007- Inaugurado o prédio da feira livre do produtor rural de Gurupá, com 12 boxes, distribuídos em dois prédios.
- Inaugurado o trapiche da fortaleza
- Inaugurado a unidade móvel de saúde, barco denominado Gurupá, servindo de campanhas municipais de vacinação e atendimentos médicos.
- A travessa padre Eneias de Lima é revitalizada com pavimentação.
- Criada a Lei n° 958/07 no dia 189 de janeiro de 2007, que dispõe sobre a permissão e regulamentação transporte individual de passageiros em motocicleta d aluguel.
2008- Os candidatos a Prefeitos foram o ex Prefeito e Presidente Municipal do PT Moacir Alho e o ex. Vereador e Secretário Municipal de Educação Antônio Santana Alves Alho pelo PT, a coligação apresentou o empresário Sergio Lima e o comerciante Libe.
- Moacir Alho venceu as eleições com 6.518 votos, Sergio Lima teve 4.161 votos, as abstenções foram 1.695, votos nulos foram 407, e brancos 44.
- Os Vereadores eleitos foram Max Campos, Iracilda Alho, Francisco Diamantino Pessoa, Marlon Santos, Benedito Monteiro de Oliveira, João Silva de Souza, Antônio Adalto Nunes dos Santos, Waldir Fernandes, Manoel Lúcio Palheta.
2010- Os candidatos a Governo do Pará obtiveram em Gurupá as seguintes votações: Jatene 4.027, Ana Julia 6456. Juvenil 438 votos no primeiro turno, no segundo turno Ana Julia teve 5.960, Jatene teve 4.177 votos. Compareceram 10.543 eleitores gurupaenses.
A HADEX consegue um contrato para explorar legalmente madeira nas áreas quilombolas através da ARQUIMIG, tendo como Presidente GeNival Alho e o proprietário da madeireira o Sr. Arnaldo Betzel.
2011- O plebiscito sobre a divisão do estado do Pará compareceu 10.372 elitores gurupaenses sendo 366 votos favoráveis ao estado do Carajás, 40 votos favoráveis para criação do estado do Tapajós, 9.819 eleitores no foram favorável ao estado do Carajás, 9.796 não foram favoráveis paa criação do estado do Tapajós
-Gurupá adquire uma Ambulâncha com motor 115 HP, em parceria com o consorcio Belo Monte
- A ATAIC, associação das ilhas das cinzas recebe o premio FINEP Inovador, o representante recebeu das mãos da presidente o troféu.
2012- As eleições municipais pela primeira vez contou com três candidatos a Prefeito
- As convenções agitaram o cenário politico na antiga sede Night Club de propriedade da família Santos apresentou para Prefeito o Professor Marcio Sherlo o PRTB e Comerciante Welington Santos para Vice, na sede do clube as mães o PSDB apresentou o ex. Vereador Max Campos para Prefeito para Vice o Comerciante João Batista, na sede da Câmara Municipal foi apresentado os candidatos do PT a Prefeito Raimundo Nogueira, que na epoca era Presidente do PT municipal e para Vice o ex Secretário de Agricultura e ex. Presidente STTR Mané Chico, o pleito eleitoral foi intenso e o PT venceria com Raimundo Nogueira que estaria a frente do Legislativo Municipal pela terceira vez, entrando na historia politica do munIcípio com três mandatos de Vereador, três mandatos de Prefeito.
- Raimundo Nogueira ( PT) obteve 6.505 votos, Max Campos ( PSDB teve 5.037, e Sherlo ( PRTB) com 1.324 votos, houve 35 votos brancos, 381 votos nulos, abstenções de 2.425 , compareceram 13.282 eleitores.
- Os Vereadores eleitos foram: João Silva de Souza, Iracilda Alho, Nialdo dos Santos Nascimento, Neucinei Fernandes, Waldir Fernandes, Benedito Monteiro de Oliveira, Rosivaldo dos Santos, Orivaldo Gonçalves dos Santos, Manoel José Brito dos Santos, Benedito Antônio Freitas Marques,Roselio Pureza da Silva.
2013- Inaugurado a primeira agencia bancaria do Banco do Brasil, tendo o primeiro cliente o Comerciante Carlos Maradei( carlinhos Michelim).
- Foi entregue a Administração Municipal um caminhão coletor de lixo em parceria com a Norte Energia.
- Foi entregue em parceria com a Norte Energia: um caminhão basculante, caminhão carroceria, trator esteira, pick-up, kombi, automovel, ambulancha.
- Em parceria com o Programa “ Mais médicos”, do Governo Federal, a cidade de Gurupá recebeu quatro Médicos Cubanos: Maria Madalena Molina, Onex Rodrigues, Onélio Leonardo Figueredo e Maria Isabel Maldonado Tamoyo.
2014- A madeireira HADEX que tem contrato com a ARQUIMG, doou uma ambulância para a comunidade do rio Ipixuna.
- No dia 28 de novembro de 2014, filiou-se o ex. Prefeito por duas vezes o agricultor Moacir Alho no Partido Social Democratico, abonado pelo Vice Governador Helenilson Pontes.
- A organização não governamental ANASCO, recebe o certificado do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente na Câmara Municipal de Gurupá, o documento visa reconheçer entidade que desenvolve atividades relativas ao bem estar da criança adolescente.
2015-Morre o ex- Prefeito de Gurupá Jose Vicente de Paula Melo em Anapolis-GO.
O QUE ACONTECEU EM GURUPÁ NOS ANOS DE 1948 À 1988
1948- A primeira Câmara Municipal e seu 1° Prefeito Constitucional.
As eleições na cidade de Gurupá estavam entre os partidos PSD e PSP, os candidatos eram o Coletor Federal Sr. Flodoaldo Pontes Pinto e Antemorgenes Mariocai da Fonseca, os candidatos a Vice Prefeito eram em chapas separadas estavam José Libanio de Souza Pará e Abílio Cardoso Lobato; Sendo Flodoaldo Pontes Pinto eleito 1°Prefeito de Gurupá .
A Câmara Municipal de Vereadores constituía com apenas quatro representantes, os eleitos foram: Daniel Pires Serra, Raimunda Machado Tavares (a 1° mulher eleita Vereadora do município), Eulálio Jose dos Santos, Teotônio Manoel Palheta.
1948- O Padre Clemente Geigem Monsenhor, estava presente na posse do 1° Prefeito Constitucional.
1950- Restaurou-se a Comarca de Gurupá, sendo instalada a 26° zona eleitoral.
1950- Mario da Silva Machado foi eleito Prefeito, o cargo de Vice- Prefeito estava extinto, os Vereadores eleitos foram: Daniel Pires Serra, Manoel Gonçalves Flexa, José de Brito Manço Flexa, Oscar Jose dos Santos, Demetrio Clemente da Rocha.
1951- Foi dado inicio a rodovia Gurupá Pucuruy, era comum a administração municipal distribui ferramentas aos trabalhadores rurais como: terçado e machado
1952- O primeiro carro C10 esportivo chegaaGurupá de propriedade do Mario da Silva Machado o Prefeito da época.
1952- Eduardo Galvão escreveu o livro “ The religion of na amazona community: a study in culture change”, sobre a religião em Gurupá, pela Columbia University.
1953- O Pesquisaor Charles Wagley escreveu o livro “ Amazon Town, a study of man in thetropics”, sobre o cotidiano de Gurupá.
1954- Wilson Alfredo de Lima foi eleito Prefeito derrotando o ex. Vereador José de Brito Manço Flexa, os Vereadores eleitos foram: Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Hermano Jucá de Araújo, Raimunda Gonçalves Ramos, João da Silva Lima, José Libanio de Souza Pará, este ultimo era oposição.
1955- Gurupá sofreu algumas adaptações como a Praça Coronel Magalhaes Barata foi remodelada para praça Mariocay,cidade foi arborizada e foi construida uma escola no Carrazedo, e outras escolas na zona rural, é construido o trapiche municipal.
1956- O município de Gurupá recebeu a quota do fundo de participação do município, a receita orçamentaria do município ficou em CR$ 194.835.40 (cento e noventa e quatro mil, oitocentos e trinta e cinco cruzeiros e quarenta centavos).
1958- Eleito o Prefeito Sr.Wilson Jacob Benathar, filho do ex. Intendente Municipal Marcos Jacob Benathar, oriundos da família Aben-athar, imigrantes marroquinos judeus que se estabeleceram na cidade como comerciantes; os Vereadores eleitos foram: Oscar José dos Santos, Jorge Palheta de Souza, João da Silva Lima, Francisco Alberto Fonseca de Lima, Raimundo Gonçalves Ramos, José Libanio de Souza Pará.
1958- A vila do Carrazedo estava fixada no alto de uma pequena serra, as famílias se mudaram para fixar residência na margem do rio Xingu, a registro do comerciante judeu Simão Jacob Benaion, deixando muitos descendentes .
1959- Iniciou a construção da enfermaria municipal denominada Dr. Jaime Aben- thar.
1962- Eleito para Prefeito Oscar José dos Santos, comerciante e morador do rio Muruchaua, os Vereadores eleitos foram: Jorge Palheta de Souza, Ademar da Silva Machado, Raimundo Gonçalves Ramos, Wilson Jacob Benathar (que era prefeito e mesmo assim se candidatou), Benedito Sanches da Silva,Raimundo Armando Tavares, José Libanio de Souza Pará.
1960- Desativou-se o Cartório do Carrazedo,o Tabelião era Laurindo Basto.
1962- Chega à cidade a primeira motocicleta comprada por Antônio Ricardo Borralho,segunda motocicleta foi comprada por Edson Benathar, pioneiro na venda e fabricação de sacolé gelado na cidade.
1967-São empossados o Prefeito José Vicente de Paula Barreto Melo e Vice Prefeito Jorge Palheta de Souza eleitos em 1966, com apoio da ARENA, comandada pelo Deputado Alfredo Jacob Gantuss.
1967- Os Vereadores eleitos não justificaram a renuncia de seus cargos foram: Antônio Ricardo Borralho dos Santos e Edilson Gomes que morava no distrito do Itatupá.
1966- Os Vereadores eleitos foram: Benedito Sanches da Silva, Wilson Jacob Benathar, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Salomão Vieira Torres, Antônio Ricardo Borralho dos Santos, Edilson Gomes.
1968- Implantado a água encanada na cidade.
1969- Foram criados as armas e bandeira do município de Gurupá, com a lei municipal n° 352/ 69.
1970- O Presidente Municipal da ARENA era Wilson Jacob Benathar,indicou Jorge Palheta para Prefeito e para Vice Prefeito Carlos Felix da Silva, o mandato seria de dois anos.
1970- O Padre italiano Giulio Luppi chega a Gurupá.
1970- A Fortaleza de Santo Antônio de Gurupá foi restaurado por determinação de Alacid da Silva Nunes, então Governador do Estado do Pará, tendo como Engenheiro José Maria de Azevedo Barbosa.
1971- Empossados Jorge Palheta de Souza Prefeito de Gurupá e os Vereadores Wilson Jacob Benathar, Oscar José dos Santos, Raimundo Ribeiro Dias, Manoel Gomes do Rosário, Pedro Pereira de Almeida, Benjamim Coelho Pantoja, Raimundo Gonçalves Ramos.
1972-Abertura da fábrica de palmito no Marajoí, começa a ser formado as comunidade eclesiais de base.
- Foi implantada uma barragem próxima ao trapiche, que dificultava a passagem e transporte do povo ao trapiche municipal; a ARENA se divide em duas forças politicas comandadas por Wilson Jacob Benathar e José Vicente de Paula Barreto.
- Foram eleito para Prefeito Juvenal do Vale Tavares e para Vice Prefeito o comerciante Santino Vieira Torres pela ARENA II, derrotando a ARENA I, que tinha como candidato de oposição Wilson Jacob Benathar.
- Os Vereadores eleitos foram: Manoel Gomes do Rosário, Godofredo da Silva Machado, Flaviano Gonçalves Ramos, Francisco Alberto Fonseca Pereira, Euclides Monteiro Palheta, Henry Wanderlan Diamantino Torres, Raimundo Ribeiro Dias.
1973- O Coronel Edson Bona na época Deputado Federal veio para Gurupá assistir a posse do Prefeito.
1974 - Semanas catequéticas com produtores rurais.
– Vereador Euclides Palheta renuncia o cargo e o Suplente Vicente Nery dos Santos assumi a cadeira no legislativo.
1975- O vereador Francisco Alberto Pereira é cassado perdendo seu cargo por decoro parlamentar, o vereador Manoel Gomes do Rosário renunciou a mandato, assumindo Lourival Correa Cardoso.
1976- Foi iniciada a construção do cais de arrimo na frente da cidade.
1977- O Governador Fernando Guilhon, construiu o hospital da SESPA, sendo inaugurado pelo Governador Dr. Aluísio Chaves.
1976- Foramrealizadas as eleições entre Wilson Alfredo de Lima para Prefeito e para Vice Prefeito Salomão Vieira Torres, pela ARENA I.
Pela ARENA II a chapa composta por José Vicente de Paula Barreto Melo e para Vice Prefeito Oscar José dos Santos, que saíram vencedores.
Os Vereadores eleitos foram: Raimundo Ribeiro Dias, Vicente Nery dos Santos, Sandoval da Silva Belo, Benedito Sanches da Silva, Esmeraldina Nunes dos Santos, Jorge Palheta de Souza, Wilson Jacob Benathar.
1977- Foi inaugurado o prédio do Fórum, as residências do Promotor público e do Juiz de Direito na Alameda Cleto Fonseca.
1978- Instalado a antena da telefonia da TELEPARÁ, privatizada em 1997 para TELEMAR e depois repassada para OI.
1982- O Partido dos Trabalhadores lançou os candidatos Alfredo da Costa Filho para Prefeito e para Vice Prefeito Florêncio Coelho Machado.
O PT elegeu dois primeiros Vereadores no Pará, ambos moradores da zona rural de Gurupá, Raimundo Nogueira que seria Prefeito anos mais tarde.
As eleições foram vencidas pela Professora Benedita Cecilia Palheta, e Vice Prefeita Esmeraldina Nunes dos Santos ambos do PDS, para um mandato de seis anos.
Os Vereadores eleitos foram: Manoel Pedro dos Santos Marques, Benedito Ferreira Marques, Terezinha Dias, Ivanete dos Santos Melo, Jorge Palheta de Souza, Raimundo Nogueira e Benedito Gomes da Gama.
1982- A lei municipal 648/82 criou a pensão vitalícia aos Prefeitos.
1983- O Poder Judiciário era composto pela Juíza de direito da Comarca de Gurupá, Dra.Maria do Carmo Sarmento de Araújo, o Adjunto de Promotor de Justiça Aluísio Barrada Pessoa.
1983- Aumentam os conflitos de terra envolvendoos trabalhadores rurais com as famílias Lima e Santos na época proprietárias de terras na zona rural de Gurupá
1985 e 1986- Acampamento e tomada do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá.
Afundamento do barco Livramento.
1986 e 1987- Ações na justiça.
1988- Resgate do Livramento.
1988- O gurupaense Rosemiro Rocha eleito vereador de Macapá, incentiva e coordena a emancipação para cidade de Santana no estado do Amapá, sendo posteriormente o primeiro Prefeito daquele munícipio.
MINHAS PESQUISA SOBRE GURUPÁ AOS 18 ANOS
No ano de 1998 pesquisei no rio Mararú na zona rural de Gurupá a extração de açaí, depois da decadência da produção de palmito em conserva e da exploração de madeira, a ausência das fabricas e madeireiras, veio o novo eldorado o ouro dos gurupaense.
A colheita do açaí é praticada por muitas famílias, sendo destinado ao consumo familiar como para a venda, utilizando mão de obra na sua grande maioria masculina normalmente jovem.
O trabalho é frequentemente realizado por duas pessoas, uma para subir nos açaizeiros e colher os cachos e outra para debulhar os frutos, colocando o açaí em peneiros.
Quando para o consumo, em que a quantidade colhida é menor, os cachos podem ser debulhados em casa com a ajuda das mulheres.
Muitas crianças (meninos, principalmente) a partir dos 12 anos, já participam desta atividade, tendo a vantagem de poder subir nos açaizeiros mais finos que não suportariam o peso de um adulto.
Os açaizais de onde se extraí o fruto situam-se principalmente nas margens dos rios e igarapés,
Mais só depois da organização do sindicato dos trabalhadores rurais de Gurupá, os posseiros passaram a ter consciência ambiental.
Nestas limpezas de açaizal, a área é roçada, retiram-se cipós e plantas trepadeiras agarradas às touceiras do açaizeiro, cortam-se os estipes mais altos, que já não suportam o peso de uma pessoa, permitindo-se assim uma maior penetração dos raios do sol.
No passado houve intensa extração de palmito por palmiteiros as áreas de açaizais foram muito reduzidas, com isto poucas famílias dispõem de uma produção suficiente para a comercialização.
A safra do açaí, nesta região ocorre de março a agosto, a presença de marreteiros, no período da safra percorrem o rio Mararú comprando o açaí que é destinado principalmente ao mercado de Breves.
Estes atravessadores entregam os paneiros na tarde do dia anterior ou pela manhã e recolhem a produção nos portos das casas até o início da tarde, aproveitando para vender alguma mercadoria.
O preço pago pela lata do fruto de açaí é bastante variável de atravessador para atravessador variando até numa mesma de localidade.
A venda do açaí, principalmente no início da safra, quando os preços são mais elevados, permite às famílias a acumulação de capital suficiente para a realização de investimentos, como motores a óleo disel que serve de gerador de luz, motores rabeta para pequenas embarcações e aquisição de parabólica, produtos de serventia ao modo de vida dos ribeirinhos.
Quando viajava no barco da família observava grandes geleiras ancoradas às margens do canal de Gurupá, barco de menor porte adaptados a barcos de pesca com redes de pesca, as atividade pesqueira no município de Gurupá no ano de 1998, nesta época é caracterizada de forma artesanal, onde os transportes utilizados para pescar e para se locomover são o barco (com capacidade de armazenamento de aproximadamente de uma tonelada), o casco ou canoas (praticamente todas as casas possuem em torno de uma ou duas canoas para seu transporte); Hoje é raro encontra esse tipo de transporte, nos trapiches, encontra-se uma nova embarcação popularizada com “catraia”, uma embarcação pequena embotida por um motor rabeta de 5hp, por sinal muito veloz, nos rios da grande ilha de Gurupá.
A atividade pesqueira em Gurupá é voltada ao consumo familiar e a comercialização, sendo afetada por pescadores de outros municípios.
Os peixes capturados que ganham expressivo destaque à comercialização são os grandes bagres migradores: dourada (Brachyplatystoma rousseauxii), piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) filhote (Brachyplatystoma filamentosum), e independente de não ser bagre a sarda (Sarda sarda), a pescada (Plagioscion spp.) e o pacu (Methynnis spp.) também ganha espaço neste cenário, porém em menor dimensão. Pesca-se também o aracu (Leoporinus agassi) e o acará (Aequidens spp.), contudo são destinados ao consumo familiar e comercializados em pequena escala no mercado municipal.
Ocorre também a pesca do camarão regional (Macrobrachium amazonicum), que nos períodos de junho a dezembro.
É realizada, sobretudo com matapi, uma armadilha de talas de jupati (Raphia vinifer) que juntamente com uma isca feita de farelo de babaçu (Orbinya speciosa) a “poqueca” serve à captura de camarão. Estes matapis são confeccionados na própria região, Destacam-se também para a pesca de peixes no igarapé denominada tapagem com malhadeiras e pari( feito de tala de bambu, tecido com cipó), esta pesca artesanal é feita por familiares e membros da comunidade.
Foi com 18 anos de idade em uma viagem de mais de 24 horas de Belém para Gurupá, de barco, deitado na rede, passando pelas belezas da ilha do Marajó, em Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio.
RECORDAÇÕES DE MINHA AVÓ PALMIRA TORRES
.......As casas eram de taipa, com assoalhos de paxiuba, muitas eram de palha, a agua era do amazonas, as mulheres lavavam roupa na beira do rio, algumas casa da segunda rua eram um espécie de barracão sem divisórias, parede de palha.
As casas da primeira rua eram pintadas de branco, existia a casa Borralho, forte comerciante, que no dia da sexta feria santa distribuía alimentos e benções.....
...Imigrantes marroquinos judeus estabeleceram comercio e até dois integrantes dessas famílias foram intendentes municipal.
No rio jupati tive os melhores anos da riqueza da borracha, nosso comercio era grande, tínhamos fregueses e no estilo aviamento conhecido na região, por atracar no nosso porto, muitos barcos grandes com mercadoria sendo fregueses J. Fonseca.
Ao compramos terras do português Tito Bastos, a politica sempre esteve no nosso dia a dia, sempre de oposição ao baratismo, até o próprio intendente em suas visitas no interior do estado passou pelo rio Mararú, onde fez uma parada na casa comerciante portugues Tito Basto, depois do almoço chamou nossa família e pegou no colo meu filho Adauto Torres, depois desse momento e alguns minutos reservados na sala com Santino Torres, passamos a ser aliados, sendo seu avó candidato a vereador junto com o comerciante Antônio Nogueira, ambos ficaram com a suplência.
No ano de 1972 seu avó Santino Torres, foi eleito Vice Prefeito de Gurupá, elegendo seu pai “ Vava Torres”, Vereador, mais não ganhavam salário. Sua tia Dulcicleia Torres se destava como Secretaria Geral da Prefeitura de Gurupá.
Compramos uma casa na cidade e no rio Mararú construímos uma casa de três andares, com comercio forte, denominamos “CASA TORRES”, fazíamos aviamento na região, problemas de saúde fizeram a família comprar uma casa na capital com ajuda do José Rebelo, a morte da sua tia Dulcicleia Torres foi um grande baque, que nunca nos recuperamos, em 1979, seu avó Santino Torres faleceria seis anos depois.
Gurupá só resta saudade, o rio amazonas é lindo visto daquele forte, as ruas de terra batida se enchem em dezembro com festa.....saudades de Gurupá’’.
(depoimento da minha avó Palmira Diamantino Torres)
PORQUE RESOLVI ESCREVER SOBRE GURUPÁ
E nas raízes culturais que se nutre a identidade de um povo, sua memoria, seus valores, suas vivencias, suas historias.
Primeiramente iniciei no ano de 1998, foi se aperfeiçoando em uma pesquisa respaldada por uma minuciosa consulta em documentos nos arquivos público do Pará, na biblioteca UEPA e CENTUR, entre acervos pessoais das inúmeras viagens ao município até os dias atuais.
A importante colaboração dos amigo o Oficial de Justiça Manoel Lobato e Ambientalista Pedro Alves Vieira, que gentilmente emprestou históricos documentos e livros sobre a cidade de Gurupá, colaborando para novas gerações.
Minha família Torres, nas inúmeras conversas sobre o cotidiano de Gurupá, informações preciosas para aperfeiçoar esta pesquisa.
Tenho certeza que esta obra regional será lida pelos gurupaenses interessados em conhecer a historia de Gurupá, nossa essência amazônica, nossas belezas naturais, através de uma linguagem simples e de fácil acesso.
Convido o leitor a ler e “reler” a historia que nos pertence e dela não podemos abrir mão e nem esquecer nossa origem.
Esta obra verdadeiramente gurupaense é um futuro protótipo para criação do museu municipal de Gurupá.
UM POUCO DA VIDA DE GILVANDRO TORRES
GILVANDRO TORRES, nascido no rio Mararú na zona rural do município de Gurupá no dia 14 de março de 1980; Acadêmico em Gestão Publica; Aos três anos veio para Belém e foi morar com a Família Torres onde fixaram residência no bairro do Telégrafo.; Foi aluno Afonseano nos anos de 1987 a 1994. Trabalhou como feirante com seu tio Edmilson Torres na feira do Telegrafo desde a idade de 11 anos até a adolescência.
De família católica devotos de Nª Sª Perpetuo Socorro, estudou em escolas públicas do bairro e viveu a efervescência cultural da época no período estudantil tomou contato com a vida política através dos debates e reuniões estudantis em busca da consciência crítica, em 1997 participou de históricas passeatas de protesto contra o governo tucano, contra a privatização da CELPA, COSAMPA e TELEPARA, de oposição as políticas desastrosas do Governo Estadual de Almir Gabriel, em meio às bandeiras de agremiações estudantis.
Foi Representante de Turma em 1996, identificado com os ideais socialistas ao Manifestar apoio à candidatura vitoriosa a Prefeito de Belém de Edmilson Rodrigues, participou das reuniões do Congresso da Juventude, onde moldou sua opção politica como simpatizante da Internacional Socialista, ainda estudante do ensino fundamental, analisou profundamente as questões sociais através de textos sobre os movimentos populares revolucionários da Nicarágua e El Salvador, identificando-se com os ideais do argentino Che Guevara, um dos lideres da Revolução Cubana.
Foi aluno da Fundação Cultural Curro Velho, no bairro do Telégrafo, onde participou de oficinas de violão, teatro e pintura.
Nesse convívio com artistas, poetas e compositores do bairro começou a ter uma nova maneira de pensar na escola, era um pé na sala de aula e outro nas passeatas, coordenava eleições para Conselho Escolar, reuniões e era militante do movimento estudantilil sendo eleito Representante de Turma em 1997.
Em 1998 no rio Mararú, conheceu seu povo e suas raízes, com o proposito de absorver experiências dos movimentos e pesquisas na zona rural com lideres comunitários, acabou sendo líder estudantil, conheceu o Bispo do Xingu Dom Erwin e defendeu varias lutas ao lado de lideres e estudantes muitas reuniões foram feitas em defesa dos estudantes.
Ficou amigo dos lideres das Comunidades do Rio Mararú: Raimundo Rodrigues e Zeca Fernandes, uma experiência de 54 meses e muitas pesquisas na bagagem, publicadas em seu blog pessoal.
Sua irmã Mariana Lima convidou em 2002 para participar no estado do Amapá do processo político na campanha do cunhado a reeleição, a deputado estadual Dr.Alexandre Torrinha (PSB), junto com o vereador da época Nico (PV) que também tentava eleição para Deputado Federal; participando da campanha ao governo do Amapá da Dalva Figueiredo(PT).
Militando em solo amapaense com a bandeira vermelha na vitoriosa campanha do então Lula candidato a Presidente da Republica.
Em 2003 voltou para capital paraense e reescreveu sua história Pessoal, novamente como líder estudantil esteve ligado a correntes ideológicas de esquerda e defensoras dos movimentos sociais de Belém.
Participou das principais mobilizações estudantis e políticas da esquerda, atingido por balas de borracha nas manifestações de protesto contra o Governo do Pará na Gestão de Jatene, algumas vezes nunca recuou.
Foi condecorado pela direção da escola “Magalhães Barata”, com medalha de “Honra ao mérito”, por apoiar a cultura, em 2003 após coordenar uma campanha de arrecadação de livros para biblioteca da escola,assim como o mutirão de limpeza na escola, conseguindo mobilizar todos os alunos.
Participou da organização da festa junina que arrecadava dinheiro com bingo para compra de quadros magnéticos para escola, ao lado da vice diretora Profª Selma Gomes uma grande aliada deste líder estudantil.
Sendo eleito em 2003 e reeleito em 2004 Representantes dos alunos, em 2005 foi eleito Conselheiro Escolar da E.E.E. M Magalhães Barata, com uma votação histórica.
Militante Estudantil, feirante na feira do Telégrafo, tendo seu próprio negócio o que ajudaria financeiramente a família.
Teve um vinculo empregatício com o grupo Carlos Santos, onde se tornou funcionário de confiança, tendo uma ótima experiência proletária, situações que serviram de lições de vida para futuras batalhas, por ser tido como um bom funcionário no período que prestou serviços ao grupo.
Em 2009 rompeu com a ideologia da Internacional Socialista e dos princípios de Trotkismo, por intermédio do Drª Rute Souza, esposa Presidente da Assembléia legislativa do Pará na época Domingos Juvenil em 2009 trabalhou como estagiário na sede do Poder Legislativo Estadual, Palácio da Cabanagem, prestando relevantes serviços a SCP(Seção de Controle e Patrimônio), também trabalhou na sua Assessoria em seu Gabinete Parlamentar, participando ativamente de sua campanha ao Governo do Estado do Pará pelo PMDB em 2010.Que obteve 380 mil votos.
Prestou Assessoria Parlamentar ao Deputado Estadual Ozório Juvenil, que assumiu uma cadeira no legislativo Estadual por ser o 1º suplente do PMDB.
Participou na militância de rua nas campanhas vitoriosas de Moacir Alho em 2008, e Raimundo Nogueira em 2012, ambos do PT para Prefeito Municipal de Gurupá.
Em 2013 retorna para sua cidade natal como Funcionário Público Municipal comissionado, cedido ao Ministério Público, como Auxiliar da Promotoria de Justiça de Gurupá; No Orgão Ministerial, teve a oportunidade de se aproximar ainda mais com o povo, auxiliando o Promotor de Justiça na interlocução do seara jurídico penal.
Em 2015 começa a trabalhar na Sede do Poder Municipal, como Auxiliar do Secretário de Administração Sr. Antônio Santana Alves Alho, onde começa a participar da rotina administrativa da Gestão Pública, sendo nomeado por Decreto Chefe do Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura de Gurupá, participando como membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente e FUNDEB e da Comissão Disciplinar Adminstrativa da Prefeitura de Gurupá.
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 2015, no Diretorio Municipal de Gurupá ao reconhecer que era o partido que mais se identificada com o povo Gurupaense; Pela sua história de lutas e conquistas.
Simpatiza um projeto coletivo de base partidária, com sua experiência na Assessoria Parlamentar, entendeu que uma Comunidade só pode ir pra frente quando pessoas que vivem nela puderem ter acesso aos seus direitos fundamentais como educação, saúde, moradia e segurança.
Gurupá poderia ser uma “NEDERLANDS AMAZÔNICA.
.
As relações amistosas entre holandeses e índios eram harmoniosas, os índios produziam e os Mercadores Holandeses que compravam na base da troca, escambo tradicional.
Os holandeses seguiram os indígenas e irlandeses que desde o século XVII já tinha estabelecido feitorias na região.
A plantação do tabaco era menina dos olhos dos mercadores, pois era uma planta que crescia rápido e dava retorno imediato.
O delta do rio amazonas, apesar de ser conhecido pelos navegadores europeus desde a viagem de Orellana em 1541, outras expedições de exploradores como John Ley, que gradualmente chegou ao rio Xingu, depois de fazer feitorias os navios holandeses abasteciam as feitorias dos irlandeses e ingleses e transportavam para Europa os produtos, segundo fontes histórica produziam algodão, urucu e tabaco.
Tinham objetivos comerciais, investiam dinheiro na armação dos barcos e queria lucro rápido, o tabaco era um caso especifico onde o hábito de fumar criou uma demanda alta na Inglaterra e Holanda.
O cultivo da plantação e maneira de preparar na forma que estava demandando o mercado com rolos de tabacos fermentado, foi ensinado para os índios, um panfleto anônimo datado no ano de 1676 foi encontrado e preservado na Holanda que descreve sobre a plantação de tabaco, deve começar antes do tempo da chuva; a semente boa deve estar pronta, os canteiros protegidos contra as formigas, a alguns relatos de africanos da Angola, trabalhando como escravos nos fortes holandeses no Xingu.
Dr. LodewijkHulsman, com vários estudos publicados sobre a relação de índios e holandeses no brasil, descreve que o delta do rio amazonas tinha se transformado num campo de batalha onde forças portuguesas atacavam os assentamentos dos estrangeiros, os valões preferiam ficar longe dos portugueses, que já haviam destruídos dois fortes no rio Xingu, incluindo Mariocai".
Os rastros da exploração ilegal no município de Gurupá, causou destruição dos seringais na ilha grande de Gurupá.
A consequência foi avassaladora dos latifundiários onde os posseiros extraiam madeira e palmito sem consciência ambiental.
O povo ribeirinho tomou conhecimento dos seus direitos ao se organizarem e perceberem que a mata em pé dá mais lucro do que derrubada.
A ilha grande de Gurupá tem um grande tesouro em sua floresta, uma região caracterizada pela vazão constante dos rios, ou seja, pela entrada e saída de água das marés fluviais.
Uma floresta predominada de palmeiras como açaizeiros e buriti, sendo aproveitadas desde as folhas até a semente.
Varias espécies, arvores de grande valor madeireiro como Sumaúma, Ucuuba, Andiroba, Virola e Macacaúba, ribeirinhos moram na zona rural as proximidades dos rios e sobrevive da pesca artesanal, caça e extrativismo.Esta vivência ribeirinha transformada em poesia tem como objetivo conhecer e compreender o povo amazônico.
PEDRO TEIXEIRA E SUA EXPEDIÇÃO
A expedição de Pedro Teixeira e o "Tesouro Escondido"
De Gurupá partiu, em outubro de 1637, comandada por Pedro Teixeira, uma expedição oficial com o objetivo de explorar um rio dominado por mulheres cavaleiras e guerreiras - o rio das Amazonas.
Esta incursão, considerada por muitos como a maior façanha sertanista da região, contava com 47 grandes canoas, 70 soldados e 1200 índios flecheiros. Observando a área, Teixeira buscou viabilizar o acesso à região peruana por via atlântica. Neste trajeto, Belém seria a porta de entrada e, por isto mesmo, deveria ser muito bem guardada.
A expedição - composta, entre outros, pelo cronista Maurício de Heriarte e alguns religiosos importantes, como o capelão franciscano Agostinho das Chagas - subiu os rios Amazonas e Negro onde deixou parte do grupo. Prosseguindo, alcançou Quito, em outubro de 1638. Pedro Teixeira tomava posse das terras em nome do rei de Portugal, embora este Reino ainda estivesse sob o domínio espanhol. Favorecidos pelas boas condições de navegação, aqueles homens aventureiros deparavam-se a todo instante com riquezas naturais da flora amazônica como o urucu, primeira especiaria a ser exportada para a Europa. Pousavam onde era possível, conduzidos por índios remeiros, montando acampamentos improvisados e navegando sempre nas mesmas horas do dia.
Já na viagem de volta, em uma das margens do Rio Napo, na confluência com o Rio Aguarico, Pedro Teixeira fundou o povoado da Franciscana (16 de agosto de 1639) que, conforme as instruções que constavam no seu Regimento, deveria servir (...) "de baliza aos domínios das duas Coroas (de Espanha e Portugal)".
Esta expedição foi descrita no livro Novo Descobrimento do Grande Rio das Amazonas, editado em Madri em 1641. O governo espanhol mandou imediatamente recolher e destruir a publicação. Preocupava-se com a divulgação da rota para as minas peruanas e com as pretensões territoriais portuguesas relacionadas à sua Colônia na América, sobretudo no momento da Restauração. Esta medida, entretanto, não impediu que, mais tarde, a expedição de Pedro Teixeira fosse usada pela Coroa lusitana para reivindicar a posse da Amazônia.
Vista por outro ângulo esta incursão deu condições, pelo menos no que se refere à identificação do território, para a ocupação do Vale do Amazonas, através da instalação de fortes e missões religiosas nas margens dos rios.
No entanto, para o padre João Daniel, que ali já vivia, o verdadeiro "tesouro escondido" eram os nativos, cujas almas podiam ser convertidas.
Alguns capitães e sertanistas experientes, como Antônio Raposo Tavares, Manuel Coelho e Francisco de Melo Palheta, passaram a percorrer o Amazonas e seus afluentes descobrindo comunicações fluviais, atingindo aldeamentos espanhóis na região oriental da Bolívia, e coletando sem cessar as especiarias, com ajuda dos nativos.
Também estabeleceram algumas feitorias e postos de pesca. Combateram e foram combatidos por diversas tribos; vencedores, escravizaram milhares de índios.
As atividades desenvolvidas por sertanistas e capitães, assim como por franciscanos, carmelitas, mercedários e jesuítas, foram importantes na expansão territorial, na conquista e na consolidação do domínio português.
RESUMO SOBRE A VIDA DE PEDRO TEIXEIRA, QUANDO PASSOU POR GURUPÁ
Após a expulsão destes, em fins de 1615, a Coroa Portuguesa determinou o envio de uma expedição à foz do rio Amazonas, com vistas a consolidar a sua posse sobre a região. Uma expedição de três embarcações, sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então alferes Pedro Teixeira. A 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde, numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém do Pará.
Em 1625 lutou contra os neerlandeses que estavam em um forte no rio Xingu e os ingleses ao longo da margem esquerda do rio Amazonas. Em 1626 subiu o rio Tapajós atrás dos Tupinambás para o comércio de escravos. Em 1627, frei Vicente do Salvador, na sua obra "Historia do Brazil", destacou a sua atuação.
Em 25 de Julho de 1637, chefiou uma expedição partindo do Maranhão, com 45 canoas, setenta soldados e mil e duzentos flecheiros e remadores indígenas subindo o curso do rio Amazonas, buscando confirmar a comunicação entre o oceano Atlântico e o Peru, rota percorrida no século anterior por Francisco de Orellana. Seu destino final foi Quito, no Equador.[2] . Fundou Franciscana na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para delimitar as terras de Portugal e Espanha, segundo o Tratado de Tordesilhas. A viagem foi registrada pelo jesuíta Cristóbal de Acuña em obra editada em 1641.
Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia brasileira, foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará. Tomou posse em fevereiro de 1640, mas a sua gestão foi curta, tendo durado apenas até Maio de 1641, vindo a falecer em Julho desse mesmo ano.
RAPOSO TAVARES, PASSOU POR GURUPÁ EM SUA ULTIMA EXPEDIÇÃO!
Raposo Tavares estivera em Portugal em 1647, sendo "encarregado de uma missão em grande parte secreta". A sua última expedição foi chamada a Bandeira de Limites ou a grande bandeira aos "serranos", os limites do Peru:
"Embrenhou-se com algumas dezenas de homens no território mato-grossense, atingindo, pelo Madeira, o Amazonas, remontado até às terras de Quito e depois descido até Belém do Pará." (Ensaios Paulistanos, p. 634.)
Considerada a primeira viagem em torno do território brasileiro, partiu em maio de 1648 do porto de Pirapitingui, em São Paulo, descendo o rio Tietê rumo aos sertões do baixo Mato Grosso. Contava com brancos, mamelucos e mais de mil índios. Um de seus principais auxiliares foi Antônio Pereira de Azevedo, baiano.
Oficialmente destinava-se à busca de minas, sobretudo as de prata. Afirma Jaime Cortesão em seu livro "Raposo Tavares e a formação territorial do Brasil" que a parte oficial era descobrir metais preciosos mas a outra parte, secreta, seria conhecer melhor o Brasil para identificar os interesses de Portugal na região.
Em novembro de 1648 Antônio Raposo ordenou decisivo ataque a destruição das reduções do Itatim, combatendo 200 paulistas e mil índios mansos, e seu auxiliar ainda foi o velho, sexagenário, Capitão André Fernandes (que morreria no início da ação, em 1649, em local tão oposto ao sertão do Sabaraboçu onde sempre desejara e prometera ir). Ficaram destruídas as reduções jesuítas da serra de Maracaju e Terecañi, e depois Bolaños, Xerez e outras. O ataque produziu êxodo, mas partiu de Assunção um exército tão grande que os paulistas resolveram abandonar a província. A bandeira se dividiu em duas companhias. Na companhia comandada por Raposo, era alferes Manuel de Souza da Silva. A outra era chefiada pelo baiano Antônio Pereira de Azevedo.
Iniciaram assim em 1648 a famosa volta que duraria até 1651, subindo o rio Paraguai, descendo o rio Mamoré e o rio Amazonas. Teria subido pelo rio Itatim e pelo rio Paraguai até a nascente, internando-se de tal modo que se encontrou com os castelhanos no Peru, depois desceu em jangadas o rio Guaporé, o rio Mamoré e o rio Madeira, entrando no Amazonas. deteve-se na fortaleza de Gurupá, no Pará. André Fernandes pereceu no sertão com toda sua tropa, da qual apenas dois índios retornariam a São Paulo.
A expedição percorreu mais de 10.000 quilômetros em três anos, tendo usado o curso do rio Paraguai, do rio Grande, do rio Mamoré, do rio Madeira e do rio Amazonas. Ao chegar à foz do Amazonas, em Gurupá, no Pará, a tropa estava reduzida a 59 brancos e alguns índios. Da cidade de Belém do Pará, os sobreviventes à épica travessia da floresta Amazônica, retornaram a São Paulo, onde o bandeirante viria a falecer em sua fazenda localizada em Quitaúna, hoje um bairro da cidade de Osasco. Poucos registros históricos ainda mencionam Raposo Tavares depois de sua última expedição. A maioria dos historiadores supõe que ele morreu entre 1658 e 1659.
DATAS HISTÓRICAS DE GURUPÁ
1631- A carta Régia de 19 de fevereiro de 1631 determinou que Manoel Guedes Aranha reconstruisse a fortaleza.
1631- Chega o padre Luiz Figueira em Gurupá, este missionário era muito querido pelos indios, apesar da promessa de voltar da Europa trazendo mais missionários, seu navio naufragou perto da ilha do Marajó, impedindo que cumprisse sua promessa de voltar a Gurupá.
1636- Capitão Mor da Fortaleza era Valente Pedro da costa.
1637- Pedro Teixeira com 45 canoas e 900 homens.
1639- A Freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi elevado vila Gurupá.
1651- Antonio Raposo Tavares o bandeirante que vinha de São Paulo em busca de ouro e escravos no final de sua famosa viagem de ida e volta de 11.000km até os Andes, Gurupá era um ponto intermediário para incursões conduzidas rio acima e rio abaixo onde escravizavam os indios.
1652- A Coroa Portuguesa permitiu que os jesuítas estabelecessem uma missão na Capitania de Gurupá.
1655- Dois jesuítas Missionários chegaram a Gurupá, encontrando hostilidades com os colonos que não admitiam a interferencia dos Missionários na questão com os indios que eram escravos.
1655- O Superior dos Jesuitas Padre Antonio Vieira esteve em Gurupá, nesta ano o cargo de Capitão de Gurupá era Manoel Fernandes Pereira
1656- Ficou estabelecido a Missão São Pedro, próximo ao forte, eclodiu uma revolta dos indios que foi domada com ajuda de Paulo Martins Garro, que assumiria o Comando do Forte depois de matar varios indios.
1658- O Capitão Mor de Gurupá era Paulo Martins Garro, que organizou umaexpedição até o rio Tocantins, sendo acompanhado por um missionário, 45 soldados portugueses, 450 nativos, consegui escravizar mais de mil índios Inheyguaras e Potyguaras.
1659- A Câmara de Belém apresentou à Coroa Portuguesa uma representação formal contra a jurisdição temporal dos Jesuitas nas aldeias, que estavam prejudicando os interesses dos colonos.
1661- Revolta entre colonos e jesuítas expulsam o padre alemãoJoãoFelipe Bettendorff.
1667 O capitão Mor da fortaleza era João Botelho, cruel e desumano com os índios.
1680- Jesuítas recusaram-se a enviar padres para ministrar à guarnição local do forte e aos residentes de Gurupá, em 1688 o Capitão Mor de Gurupá Manoel Guedes Aranha invadiu uma missão jesuíta e confiscou os nativos, o que forçaram os Jesuítas a desistirem da Missão em Gurupá.
1691- o Capitão Mor de Gurupá era Manoel Guedes Aranha, que remeteu uma carta ao Rei, queixando-se dos jesuítas que proibiam o trabalho escravo dos índios.
1692- Os Frades Capuchinhos da Piedade de São José, assumiram a responsabilidade pastoral da matriz de Santo Antonio de Gurupá, erguida como a segunda paroquia do estado do Pará, no mesmo ano o Rei Dom Pedro mandou erguer um convento no Carrazedo.
1692- Foi erguida canonicamente igreja matriz de Gurupá e se tornando a segunda paroquia de Gurupá.
1692- Dom Pedro mandou erguer um convento em Carrazedo, ainda podia ver as ruinas no ano de 1786, segundo Baena.
1693- Para evitar disputas de poder entre as ordens religiosas, através da Carta Régia datada no dia 19 de março do mesmo ano, distribuiu atribuições as atividades pastorais em Gurupá, confirmando aos Frades da Piedade as atividades religiosas na localidade.
1749- Duas epidemias de varíola e rubéola, eliminaram praticamente a presença indígena da cidade e dizimaram a guarnição militar, devido a precaridade na região.
1751- O relatório de João Antonio da Cruz Diniz Pinheiro, remetido ao Governador da epoca, faz referenciaao hospício administrado pelos Capuchinhos na paroquia da Gurupá.
1754- O Governador Francisco Xavier de Mendonça abriu os livros da Câmara com o termo da fundação, discursando onde os índios nada entendiam, caças e bebidas terminaram o ato, o cargo de CapitãoMorfoi extinto.
1759- O Tenente José Ribeiro da Costa Sotto Mayor, Comandante do Forte de Gurupá escreveu em uma relação de indios próximos ao Forte Santo Antonio de Gurupá 17 familias com 59 pessoas e mais 03 rapazes, 05 viuvas e 06 órfã, Além de uma familia com 06 pessoas e 07 indios solteiros fugidos.
1763- A vila recebe a visita pastoral do IV Bispo do Pará Dom Frei João de S. José e Queiroz.
1763- Em maio do mesmo ano passou por Gurupá João Pedro da Câmara, novo Governador de Mato Grosso também seu sucessor o Conde de Azambuja, ultilizou Gurupá para chegar até aquela provincia pelo curso d’ água do Xingú.
1765-Domingos Sambucetti, tinha abandonado a obra de reconstrução da Fortaleza de Santo Antonio, realizado uma nova tentativa em 1774, não tendo exito.
1743- Onaturalista francês Charles de La Condamine visita Gurupá
1757- O cargo de Capitão Mor de Gurupá foi extinto, por determinação do Governador Manuel Bernardo de Melo e Castro.
1760- A fortaleza de Santo Antonio estava em ruinas começou a ser reconstruída pelo Major de Engenharia Gaspar João Geraldo Gronfelts, ficando incabada, mesmo tendo mao de obras escrava de 40 indios.
1760- O padre Queiroz o passar a semana santa em Gurupá, observou a falta de alimento na vila e as obras do forte estavam paradas por falta de farinha de mandioca.
1761- O Comandante Almeida Pereira, fez um relatório detalhado sobre a situação do forte e destacou a presença de 7 peças de artilharia, 377 balas de artilharia, 29 granadas, 13 armas de fogo desmanteladas, 16 baionetas, 5 facas boas e 4 em mau estado.
1762- O Bispo D. Fr. João de S. José e Queiroz, celebra missa em Gurupá na semana santa.
1780- O bispo D. Caetano visita Gurupá.
1783- A Missão de São Pedro, em Gurupá, tinha 86 indios e todos servindo o chefe da guarnição, enquanto no Carrazedo agrupava 194 indios domesticados.
1783- Gurupá havia 393 habitantes, brancos 269 e escravos negros 124, segundo os dados censitários da epoca.
1784- Martinho de Souza Albuquerque, Capitão Geral do Brasil aportou em Gurupá no dia 30 de Outubro de 1784, onde conversou com os engenheiros sobre as obras da fortaleza.
1789- Gurupá estava com 442 habitantes, sendo 295 brancos e 147 escravos negros.
1799- Um Oficio Circular datado em 09 de janeiro de 1799, na qual determinava que os índios fossem retirados das aldeias e distribuídas nas diferentes povoações, sendo entregue ao Tenente Coronel Agostinho José Tenório a responsabilidade desdes os confins de Gurupá à Oeiras.
1800- exerceu o Comando da Fortaleza de Santo Antonio o Tenente José Leitão Fernandes que foi substitudo por Antonio José Guerreiro ficando no comando até 1812.
1812- O Comandante do Forte era o Coronel José Marinho Lisboa
1819- Passou por Gurupá os botânicos Carlos Martius e João Von Spix, que faziam pesquisas coletando material, chegaram ao rio jaburu onde avistaram diversos chacalotes dos quais os índios extraiam o âmbar.
1823- Gurupá deixa de ser posto fiscal na epoca o Comandante era Capitão Lucas José Ferreira da Silva.
1865- Começa a exportação da borracha
1819- Houve uma epidemia de varíola dizimando a população e Gurupá
1820- Houve outra epidemia matando muitos índios, escravos e a população da vila ficaramapenas 160 habitantes.
1823- Febres violentas, malária, tifo em Gurupá.
1836- Raimundo Joaquim Pantoja, partindo com o Alfares Francisco Pereira de Brito e soldados da praça de Macapá, chega em Gurupá e se encontram com os Cabanos.
1836- O Major Francisco Monterozzo comunica em oficio ao Presidente da Provincia do Pará, Marechal Jorge Rodrigues, que os Cabanos haviam se apossados de Gurupá e Santarém, chegando a vila de Macapá as principais autoridades desses dois municípios paraense.
1836- João Urbano da Fonseca, fundou o Conselho Defensivo de Gurupá, para combater os cabanos na região servindo de ponto de apoio as ações militares.
1839- Os cabanos atacaram o engenho Cojuba e foram perseguidos pelos soldados que prenderam 13 rebeldes.
1839- O Chefe Cabano Primitivo Correa e seus vinte homens se apresentando ao Alferes Ignacio José Cardoso da Fonseca, solicitando jus a anistia prometida pelas autorizades.
1842- Epidemias de malária.
1842- O Principe Alberto de Prussia passa por Gurupá em sua viagem no rio Amazonas.
1842- OTenente AntônioBaena fez um breve relatório de Gurupá.
1844 – Houve registro de 107 morte de malária a população ficou em 900 habitantes.
1856- Faleceu D. Celestina Custódia de Aragão, que se dizia proprietária das terras de Gurupá Mirim, a atividade principal de seus descendentes era comercializar escravos, seus herdeiros registraram estas terras perante o Vigário da epoca apresentando uma Carta de Sesmaria.
1865- Começa a exportação da borracha, era atividade predominante na área de várzea, anos de prosperidade que levaram o Prefeito da época convidar um arquiteto italiano a projetar e fiscalizar a construção do prédio da prefeitura, que estaria pronta em 1912, mais o prédio não chegou a ser terminado.
1866- Difundi-se o esquema de trabalho sendo o seringueiro o ultimo elo entre uma vida de semi escravidão, já que a relação patrão e empregador era baseado no aviamento dos barrações regida pelo regulamento dos seringais, parecido com atual situação dos barrancos de extração de ouro, chamados garimpos.
1870- Imigrantes marroquinos, espanhóis e portugueses passam a comercializar em Gurupá e fixar moradia, famílias judias que fugiam da guerra estabeleceram comercio forte mais a relatos de perseguição racial e politica; as primeiras famílias de judeus em Gurupá eram Azulay, Serfaty, Althair e Levy esta ultima migrou para Macapá.
1871- Devido a lei do ventre livre Aureliano nascido em 23 de setembro, foi concedido liberdade pelo Coronel Francisco Barreto Cardoso da Fonseca.
1885- Elevado à categoria de cidade, através da Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885.
1890- Eleito o Conselho de Intendencia nomeado Francisco Cardoso Barreto da Fonseca Presidente, sendo composto os Vogais Maximiniano
Rabelo Mendes, Manoel Barreto, João Francisco, Antonio Cardoso, Pedro da Silva e Benedito Bragança. Decreto lei 49 de 19 de fevereiro de 1890. O ultimo Presidente da Camara Regime Monarquico foi Alipio Urbano da Fonseca.
1892- O jornal o gurupaense passa a ser impresso ate o ano de 1901, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1892.
1892- O Comerciante Pedro Lima que tinha um comercio em Belém, onde comprava e vendia escravos, apresentou perante a Intendencia Municipal dizendo ser dono de toda posse “Gurupá mirim que vai do rio macacos até o igarapé Ajajó, originando uma Carta de Sesmaria.
1909- O jornal correio de Gurupá passa a funcionar como redator chefe Sr.Antônio Madeira.
1909- Houve um revoltante fato desumano, o Intendente Municipal Flaviano Batista cometeu o regime da palmatoria contra o Sr. Libanio dos Santos, ordenando que estende-se as mãos para o castigo, duas horas depois dessa agressão aportou em Gurupá o Senador Estadual José Porfirio a quem Libanio dos Santos levou a queixa exibindo as mãos ensanguentadas. Fato este que foi publicado no jornal Folha do Norte.
1910- O auge do ciclo da borracha, a iluminação a gás e feita por poste de ferro trazidos da Inglaterra, a construção da sede da prefeitura, cais do porto com uma escada de mármore é iniciado as obras.
1912- Anos de abandono e cidade que antes era iluminação pública era a gás, a cidade viveu a decadência dos áureos tempos da extração da borracha, a relatos em livros e pesquisas de Charles Wagley, que a cidade tinha até um coche fúnebre de primeira classe, tão bom quanto os da Santa Casa de Misericórdia de Belém, que o Prefeito havia adquirido.
1913- As casas de comercio de aviamento faliram
1920- Moradores deixam a cidade e passam a morar na ilha grande de Gurupá, comércios são fechados e casas abandonadas. A população ficou em 300 habitantes. O prédio da Prefeitura ficou inacabado, os navios, que antes atracavam quase todos os dias, passavam pelo rio sem parar.
1925- Muitos gurupaenses migram para Belterra com o sonho dourado da Fordilandia, inclusive meus avos residiram em Fordilândia por alguns anos.
1926- O Intendente Municipal de Gurupá Rainero Maroja, nomeia Secretario Tessoureiro Sr. Dalcidio Jurandir, que escreve o livro Ribanceira, baseado na vivência em Gurupá.
1929- O jornalista Remigio Fernandez da folha do norte no dia 31 de março de 1927, rotulou a cidade de:“Gurupá tapera”.
1929- O Presidente Washington Luis Pereira de Sousa visita Gurupá erguendo um marco para comemorar os fatos heroicos desta praça de guerra em junho de 1929.
1930-Gurupá incorpora as terras de Porto de Moz, perdendo posteriormente.
1937- Ultimo Juiz de Direito na Comarca de Gurupá foi Dr. Alvarao de Magalhaes Costa e o Adjunto de Promotor era Domingos Sanches da Silva.
1939- Faleceu Cleto Barreto da Fonseca, Tabelião sendo substituido por Antermogeno da Fonseca, conhecido por “ Caito Fonseca”.
1943 – Com a segunda guerra mundial o preço da borracha aumentou o preço.
1943- Instalado a SESP( serviço especial de saúde pública), seus últimos enfermeiros foram: Raimundo Ribeiro Dias,Valdemar Lopes da Cruz e Maria Alves.
1946- A sra. Odete Fonseca Pereira, funcionária da SESP, ajudou a fundar a igreja evangélica Assembleia de Deus em Gurupá.
1948- Muitos gurupaenses e nordestinos voltam para o município, para extração da borracha.
1948- Descendentes de portugueses estabelecem casas comerciais no interior da ilha grande de Gurupá, no Moju há relatos de três casas comerciais e no Mararú três casas, no murupucu um casa.
1949- existência de três cemitérios na cidade denominados: São Benedito, Santo Antonio, São Sebastião e dos Judeus.
DATAS HISTÓRICAS DE GURUPÁ
1542- 0 espanhol Francisco Orellana, navegou rio abaixo aparti do Peru, passando pelo atual municipio de Gurupá.
1598- Os holandeses começaram a visitar a região, uma expedição liderada pelo Inglês John Ley navegou pela grande de Gurupá até a atual Almerim, observou populações de indios bastante hostis ao seu grupo.
1599- Os holandeses tinham construido duas pequenas fortificações de madeira na margem do rio xingu: Orange ( conhecida como Maturu), Nassau( atual Porto de Moz), e uma ao longo do rio amazonas: Gurupá.
1610- Tinham feitorias no rio Xingu, onde os Holandeses comercializavam peixe boi, carne de tartaruga, sementes e trouxeram escravos africanos para fazer os trabalhos braçais.
1616- Jan de Moor chefiava a companhia holandesa para explorar a Amazônia, comercializando como os índios, os holandeses construíram um forte Mariocay ou Corpapi, Mariocay foi o nome dado aos índios da nação tupi que habitavam a região.
1623- O Capitão Mor de Belém Bento Maciel Parente ao capturar dois estrangeiros de nacionalidade Flamenga( povo de lingua alemã, originaria da Belgica), depois de terem sido torturados contaram sobre os povoados que estavam se estabelecendo no Xingu, que relataram que existia Holandeses, Ingleses e Irlandeses comercializando com os indios e estariam indo para aquelas ditas terras.
1623- Bento Maciel Parente e Luís aranha de Vasconcellos chegama corupá(como chamavam os portugueses), apoderando-se e exterminando os holandeses que habitavam na sede da vila.
1623- Erguido em taipa e madeira o forte santo Antônio de Gurupá, os sobreviventes holandeses fugiram com os índios para ilha grande de Gurupá, efetivamente este forte foi o terceiro construido pelos portugueses no Pará depois de Belém(1612), Cametá(1620).
1625- O holandês Joanes de laet, publica um mapa localizando o forte de Corpapi, onde seria atual Gurupá.o Maciel Parente deixa Gurupá sob comando de Jeronimo de Albuquerque, com 50 soldados.
1624- O forte foi atacado pelo capitão Pieter Jansz, vencendo os portugueses, um combate feroz com ajuda dos índios aliados aos holandeses retomaram o forte.
1625- O navegador Português representando a Coroa Portuguesa Pedro Teixeira ataca o forte matando cerca de 60 holandeses e dizimando os índios que lutavam contra os portugueses.
1629 O capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira.
“Em 1623, o Forte denominado de Mariocay pelos holandeses foi arrasado por Bento Maciel Parente que se intitula Capitão Mor e descobridor e conquistador de Gurupá, tendo fundado o Forte de Santo Antonio, em 1639 a freguesia de Santo Antonio de Gurupá foi criada e mantida por uma lei de 05 de Outubro de 1827. Sabe-se que em 1639 Gurupá era considerada vila; Com a lei Lei Provincial n° 1.209 de 11 de novembro de 1885 foi elevada a cidade.O historiador Theodoro Braga a origem Gurupá é indígena e significa “Porto de canoas”.”
FORTE DE SANTO ANTONIO DE GURUPÁ, ALGUMAS CURIOSIDADES
O nome do novo forte Santo Antônio foi uma homenagem e agradecimento a ajuda dos frades da província que colaborou com o recrutamento dos índios Tupinambás.
Se o grande conquistador de Gurupá foi Bento Maciel Parente, internamente Luís Aranha Vasconcellos era oposição a essa legenda e reivindicava o Titulo.
As ruinas do forte Mariocay, reconstruído de taipa e pedregulho, seria a posição portuguesa mais ocidental da América.
Revendo algumas fontes históricas chego ao mapa publicado em 1625 pelo holandês Joannes de Laet, aparece a fortaleza de São Pedro de Corpapi, no local onde se localiza Gurupá.
O mesmo acontece com outro mapa publicado em 1646 por um holandês Robert Dudley, que cita o tal forte.
MARIOCAY UM DERRAME DE SANGUE EM GURUPÁ
Sem comprovação cientifica sabe-se que este povo indígena vivia nas redondezas da fortaleza, negociavam com os holandeses, um carta escrita por Manuel de Souza D’ Eca, nos anos de 1619, continua conservada no museu britânico é um documento que descreve a existência dos holandeses, vivendo em harmonia , era o terceiro forte construído, os primeiros forte holandeses foram o forte Orange, Nassau no Xingu.
Na ocupação holandesa em Gurupá servia de um deposito comercial a margem do rio amazonas,
Os colonizadores portugueses ao navegar nesta região, começaram a construir uma historia de sangue derramado, e extinção dos índios e a exploração do trabalho indígena.
Luís aranha de Vasconcellos e Bento Maciel Parente foram tidos como herói, mais se refletimos nossa historia eles foram autores do maior massacre silencioso, extinguindo nossos índios e assegurando a supremacia da Coroa portuguesa.
Podemos imaginar como foi aquele dia, em que o forte foi atacado pelos portugueses, descrevendo o ataque ao forte de Gurupá, os holandeses estavam guarnecidos e tinham como aliados os índios, a batalha foi rude e certamente mulheres indígenas, crianças foram mortos e guerreiros indigenas que lutaram contra os portugueses.
Os holandeses se defenderam dos índios Tupinambás recrutados em Belém, junto com Bento Maciel Parente e seu grupo entre balas e flechas, afundaram navios, estrangeiros mortos e os mais graduados capturados e mortos, os sobreviventes fugiram para ilha grande de Gurupá, houve quatro portugueses mortos e certamente enterrados onde hoje este localizado a praça Dom Clemente Geigem.
EM 1625 PEDRO TEIXEIRA PASSOU POR GURUPÁ, UM HERÓI PORTUGUÊS ESQUECIDO!
Em 1625 os portugueses lançaram sob comando de Pedro Teixeira grandes batalhas ferozes os holandeses fugiram em retirada de barco, avisando os europeus que estavam na ilha grande de Gurupá, cita-se que 60 holandeses foram mortos entre eles o holandês Nicolas Hosdan.
Com a morte do cap. Philip Purcell o irlandês que era tido como herói pelos holandeses e irlandeses naquela região, os 45 prisioneiros norte europeus foram impiedosamente executados, Pedro Teixeira foi aniquilando qualquer povoamento europeu e massacrando os índios aliados aos holandeses, que se escondiam pela ilha grande de Gurupá.
Alguns holandeses se refugiaram para o interior da ilha grande de Gurupá com auxilio dos índios, e ali viveram silenciosamente escondidos, sem duvida deixando descendentes.
Em 1629 o capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira.
A coroa portuguesa elevou Gurupá à capitania, sendo um dos cincos em toda região amazônica.
Anos depois foi realizada a construção de um forte permanente e a cidade cresceu em torno do forte de Santo Antônio de Gurupá.
Os portugueses se apropriaram das terras fazendo dos poucos índios se perderem sua identidade cultural, adaptando-se aos novos costumes dos colonizadores.
Doenças como varíola, sarampo, tuberculose, malária trazida pelos brancos, causaram muitas mortes dos indígenas.
Transformando em índios domesticados, ou seja, trabalhando para os portugueses.
Em 1639 um navio holandês foi interceptado pela guarnição de Gurupá, próximo à cidade. Tendo assim ultimo registro de invasão dos holandeses na cidade de Gurupá.
Os índios denominados Mariocay aliados dos holandeses, os que sobreviveram foram escravizados, alguns permaneciam na mata, outros na ilha grande de Gurupá, enfim com as doenças trazidas pelos europeus e a dura repressão, foram dizimados e aos poucos iam sumindo e perdendo suas origens.
UM POUCO DA HISTORIA DOS MARIOCAY EM GURUPÁ, UMA OPINIÃO PESSOAL
O que teria acontecido com os índios que habitavam próximo ao rochedo do forte Mariocay?
Dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras gurupaense, num holocausto escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses.
A verdadeira vitima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os índios; Que ocupavam pacificamente essas terras.
À medida que o forte foi construído aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá.
Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os índios que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, o certo que temos uma praça que homenageia esses índios que provavelmente eram da nação tupinambá e a Escola Municipal Mariocay conta em sua história 43 anos de vida construindo saberes e teve sua origem no ano de 1968, ainda no Governo Municipal de José Vicente de Paula Barreto Mello, quando se deu a construção do prédio que deu origem a atual Escola Municipal Mariocay, prédio este que no começo contava com apenas duas salas de aula e dois compartimentos menores entre as mesmas.
De 1973 a 1982, no prédio em questão funcionarão em épocas distintas os seguintes órgãos: BIBLIOTECA MUNICIPAL, COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO E O ORGÃO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, período em que Gurupá foi governado pelos prefeitos: JUVENAL DO VALE TAVARES E JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELLO.
Em 1983, aconteceu a primeira ampliação e o prédio passou a contar com cinco salas de aula.
Em 1986, começou a funcionar no prédio da escola a Pré-Escola “PINGUINHO DE GENTE.”
Em 1987, a Pré-Escola teve como sua primeira coordenadora a senhora LUIZA LOBATO BENATHAR.
No ano de 1993, continuava funcionando a Pré-Escola em regime municipal e aderiu ao ensino de 1º Grau (1ª a 4ª série), em regime de convenio com o Estado (SEDUC), chamado então de INSTITUTO EDUCACIONAL MARIOCAY,
Em 1997, a Pré-Escola foi transferida para outro local, permanecendo somente funcionando o ensino fundamental de 1ª a 4ª série.
No ano de 2004, a escola desvinculou-se do Estado, passando a atuar somente no regime municipal, com o ensino fundamental de 1ª a 5ª série.
Jorge Hurley em 1936 no livro “ noções de historia do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado.
E a palavra que deu origem ao nome Gurupá, basea-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os indios afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado pelos indios de igararupá ou seja um porto de muitas canoas.
Com a nossa lingua entre portugueses e alguns indios, concerteza mestiços o tempo foi e acabocado para Gurupá, informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro historia do Brasil do ano de 1962.
Os holandeses chamavam de Mariocay o grupo de índios que viviam no local onde atualmente é a cidade de Gurupá, alguns historiadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os índios e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época onde os índios produziam as atuais roças, pesca de tartaruga e seus derivados como o óleo, caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses davam espelhos, roupas e utensílios para agricultura, certamente trouxeram escravos angolanos e ajudavam no trabalho pesado.
Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo.
Meu avó Santino Torres, quando era Vice-Prefeito de Gurupá em 1972, ao escavarem a atual praça D. Clemente, em frente da igreja matriz, contava que tinha uma cova onde havia esqueleto e a vestimenta de um oficial, com medalhas e traços de um uniforme imperial de cor azul.
Lendo alguns livros cheguei a imaginar será que era o corpo dos oficiais mortos nos combates, sabe-se que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sobre o comando de Luis Aranha Vasconcellos, os holandeses que sobreviveram fugiram para ilha grande de Gurupá.
Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos.
Os índios leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construí sobre taipa um forte invocando a proteção de santo Antônio em 1623.
Deixou Gurupá com um contingente de 50 soldados, e alguns índios escravizados, em 1624 deixou sobre o comando de Cap. Jeronimo de Albuquerque, o forte ficou sendo monitorado pelos holandeses que fugiram para ilha de Gurupá, alguns índios que eram denominados de Mariocay leais a eles, reagruparam e atacaram o forte sob o comando de Pieter Jansz.
Que após uma batalha feroz, eliminaram a presença portuguesa do local, holandeses enviaram mais colonos para área e escravos angolanos para trabalhos braçais, os índios viviam entre eles em sua aldeia, acredita-se em um novo forte na foz do rio amazonas perto do rio Maxipana, ao qual era denominado MANDIUTUBA, viviam ali 22 famílias de irlandeses e se aliaram ao Capitão Nicolas Hosdam e o Capitão Philip Purcell, acredita-se que as fontes históricas afirmam que havia cerca de 200 homens para lutar.
.......As casas eram de taipa, com assoalhos de paxiuba, muitas eram de palha, a agua era do amazonas, as mulheres lavavam roupa na beira do rio, algumas casa da segunda rua eram um espécie de barracão sem divisórias, parede de palha.
As casas da primeira rua eram pintadas de branco, existia a casa Borralho, forte comerciante, que no dia da sexta feria santa distribuía alimentos e benções.....
...Imigrantes marroquinos judeus estabeleceram comercio e até dois integrantes dessas famílias foram intendentes municipal.
No rio jupati tive os melhores anos da riqueza da borracha, nosso comercio era grande, tínhamos fregueses e no estilo aviamento conhecido na região, por atracar no nosso porto, muitos barcos grandes com mercadoria sendo fregueses J. Fonseca.
Ao compramos terras do português Tito Bastos, a politica sempre esteve no nosso dia a dia, sempre de oposição ao baratismo, até o próprio intendente em suas visitas no interior do estado passou pelo rio Mararú, onde fez uma parada na casa comerciante portugues Tito Basto, depois do almoço chamou nossa família e pegou no colo meu filho Adauto Torres, depois desse momento e alguns minutos reservados na sala com Santino Torres, passamos a ser aliados, sendo seu avó candidato a vereador junto com o comerciante Antônio Nogueira, ambos ficaram com a suplência.
No ano de 1972 seu avó Santino Torres, foi eleito Vice Prefeito de Gurupá, elegendo seu pai “ Vava Torres”, Vereador, mais não ganhavam salário. Sua tia Dulcicleia Torres se destava como Secretaria Geral da Prefeitura de Gurupá.
Compramos uma casa na cidade e no rio Mararú construímos uma casa de três andares, com comercio forte, denominamos “CASA TORRES”, fazíamos aviamento na região, problemas de saúde fizeram a família comprar uma casa na capital com ajuda do José Rebelo, a morte da sua tia Dulcicleia Torres foi um grande baque, que nunca nos recuperamos, em 1979, seu avó Santino Torres faleceria seis anos depois.
Gurupá só resta saudade, o rio amazonas é lindo visto daquele forte, as ruas de terra batida se enchem em dezembro com festa.....saudades de Gurupá’’.
(depoimento da minha avó Palmira Diamantino Torres)
Gurupá, linda cidade do estado do Pará
Dentro do município o transporte é feito por pequenas embarcações que navegam pela bacia hidrográfica da região.
Por está localizada na região das ilhas, aproximadamente 90% da área do município está enquadrada como região de várzea ou igapó. As principais atividades econômicas do município estão concentradas: no pescado por ser abundante, na criação de animais para consumo (galinha, pato, porco, gado), plantações de frutos regionais, comércio, serviços autônomos, funcionalismo público municipal e estadual, além da extração do palmito. Há algumas décadas estava voltada para a extração de madeira de lei, sem manejo florestal, na extração do látex (borracha prensada ou defumada).
Nosso município tem alguns patrimônios culturais, aqueles que serviram para a colonização da cidade e aqueles conhecidos como grandes obras que marcaram a história de Gurupá, como: o forte de Santo Antonio , igreja de Santo Antonio, Prefeitura Municipal, praça Mariocay e outras construções recentes que fazem parte das entidades.
Gurupá é o nome da cidade e do município localizado aproximadamente a 900 km de Belém, viajando pelo navio, partindo rio acima pelo Amazonas e 354 km em linha reta da capital do estado do Pará. A sede municipal está situada na margem direita do rio Amazonas a 20 m acima do nível do mar. Não se sabe ao certo, a origem do nome “Gurupá”. Historicamente, o nome foi escrito de dois modos: “Curupá” e “Gurupá”. Ambas as variações são, possivelmente, transformação do português para uns termos indígenas, que poderia significar pica-pau verde, porto de canoas, ou depósitos de pedra / pedra quebrada (OLIVEIRA, 1991). Seja qual for a origem, sabemos, com certeza, que Gurupá é um dos mais antigos povoados da Amazônia. Além disso, Gurupá é, provavelmente, um dos mais antigos sítios pré-históricos da Amazônia, datando de milhares de anos, ainda que ninguém saiba ao certo sua origem. O Município de Gurupá localiza-se ao Norte do Estado do Pará, à margem direita do Rio Amazonas (Fig. 01) e tem como limites: Norte – Estado do Amapá e Município de Afuá. Leste – Afuá, Breves e Melgaço. Sul – Melgaço e Porto de Móz. Oeste – Porto de Móz, Almeirim e Estado do Amapá.
QUILOMBOLAS DE GURUPÁ
Em 21 de setembro de 1999 o Sindicato dos Trabalhadores Rurais apresentou o pedido de reconhecimento de domínio das comunidades quilombolas tendo como base legal o art. 68 do ADCT em nome das comunidades Gurupá Mirim, Maria Ribeira, Jocojó, Flexinha, Carrazedo, Camutá do Ipixuna, Bacá do Ipixuna, Alto Ipixuna e Alto Pucurui. No final do requerimento, assinado pelo presidente e pelo Diretor de Política Agrícola e Agrária do STR, e pelos representantes de todas as comunidades, se evidencia que: “informamos que as comunidades estão em processo de criação de uma Associação dos Remanescentes de Quilombos que irá administrar o título”
UM POUCO DA HISTORIA DOS QUILOMBOLAS DE GURUPÁ NO JOCOJÓ
Segundo os moradores o povoado de Jocojó, contado desde as primeiras gerações, existe há 332 anos. Foi formado por escravos que conseguiram fugir do Gurupá Miri contando com o apoio de seu Antonio que morava no lugar chamado Munituba. Este lhes tinha garantido livrá-los das chicotadas que pegavam no Gurupá Miri. Aproveitando uma das viagens dos Senhores que comandavam este lugar, o escravo Halípio inventou que iria caçar. Na verdade queria pesquisar onde dava pra se esconder. Halípio, depois de muito tempo andado conseguiu chegar em um baixo de terra. Vendo que ali era o final da terra firme ideou subir em uma árvore bem alta e olhando para o outro lado do igapó percebeu que lá também tinha terra firme. Voltando para Gurupá Miri contou para seus companheiros o que havia descoberto. Então se juntaram mais pessoas e inventaram outra caçada. Halípio, que conhecia o caminho, era o guiador da turma. Desceram o igapó e andaram até que chegaram na beira do igarapé, o atravessaram e subindo viram que era um lugar onde dava para se esconder. Deu certo, pois era neste igarapé que Antonio do Munituba pescava e ele tinha deixado lá um casco. Pegaram a canoa e foram pesquisar onde desembocava o igarapé e vieram olhando até que bem quase próximo do Munituba estava saindo água preta. Um belo dia se juntaram Halípio, Antonio Francisco, Plácido, Lucas, Maximino, Páscoa, Domingos Ramos e fugiram vindo definitivamente se esconder nas terras do Jocojó. Antonio do Munituba, que havia ficado com muita pena deles pelos sofrimentos que eles lhe contavam, os protegeu e durante muito tempo não disse pra ninguém que tinha escravo escondido naquelas matas. No início os escravos fugitivos trabalhavam na roça do Antonio do Munituba em troca de mercadorias. Depois passaram a comercializar com ele o que produziam. Sua fuga foi também protegida pelo fato que o Igarapé que eles subiram era tapado isto é, não estava limpo.
um pouco da historia dos quilombolas de GURUPÁ
No começo do século XVI, quando os europeus começaram o processo de ocupação da Amazônia, os holandeses estabeleceram uma feitoria localizada abaixo da foz do rio Xingu onde comercializavam especiarias com as tribos indígenas. Este entreposto comercial ficou conhecido com o nome dos índios que ali moravam: os Mariocay. Depois de ter conseguido derrotar seus opositores, os portugueses construíram naquele lugar o Forte de Santo Antonio de Gurupá que foi o ponto de apoio para a conquista de toda a região. Deste forte saiam as expedições de captura dos índios que eram escravizados e obrigados a trabalhar na coleta das especiarias (drogas do sertão). Em poucas décadas centenas de milhares de índios foram exterminados sendo necessária a importação de mão de obra para trabalhar nas fazendas que começaram a surgir ocupando grandes extensões de terra. Entre os maiores fazendeiros da região de Gurupá Miri encontravam-se Pedro Lima, Celestina Custódia de Aragão e Patrocínio.
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