17.9.15

PESCADOR ARTESANAL EM GURUPÁ

Sem comprovação cientifica sabe-se que este povo indígena vivia nas redondezas da fortaleza, negociavam com os holandeses, um carta escrita por Manuel de Souza D’ Eca, nos anos de 1619, continua conservada no museu britânico é um documento que descreve a existência dos holandeses, vivendo em harmonia , era o terceiro forte construído, os primeiros forte holandeses foram o forte Orange, Nassau no Xingu. Na ocupação holandesa em Gurupá servia de um deposito comercial a margem do rio amazonas, Os colonizadores portugueses ao navegar nesta região, começaram a construir uma historia de sangue derramado, e extinção dos índios e a exploração do trabalho indígena. Luís aranha de Vasconcellos e Bento Maciel Parente foram tidos como herói, mais se refletimos nossa historia eles foram autores do maior massacre silencioso, extinguindo nossos índios e assegurando a supremacia da Coroa portuguesa. Podemos imaginar como foi aquele dia, em que o forte foi atacado pelos portugueses, descrevendo o ataque ao forte de Gurupá, os holandeses estavam guarnecidos e tinham como aliados os índios, a batalha foi rude e certamente mulheres indígenas, crianças foram mortos e guerreiros indígenas que lutaram contra os portugueses. Os holandeses se defenderam dos índios Tupinambás recrutados em Belém, junto com Bento Maciel Parente e seu grupo entre balas e flechas, afundaram navios, estrangeiros mortos e os mais graduados capturados e mortos, os sobreviventes fugiram para ilha grande de Gurupá, houve quatro portugueses mortos e certamente enterrados onde hoje este localizado a praça Dom Clemente Geigem.
Em 1625 os portugueses lançaram sob comando de Pedro Teixeira grandes batalhas ferozes os holandeses fugiram em retirada de barco, avisando os europeus que estavam na ilha grande de Gurupá, cita-se que 60 holandeses foram mortos entre eles o holandês Nicolas Hosdan. Com a morte do cap. Philip Purcell o irlandês que era tido como herói pelos holandeses e irlandeses naquela região, os 45 prisioneiros norte europeus foram impiedosamente executados, Pedro Teixeira foi aniquilando qualquer povoamento europeu e massacrando os índios aliados aos holandeses, que se escondiam pela ilha grande de Gurupá. Alguns holandeses se refugiaram para o interior da ilha grande de Gurupá com auxilio dos índios, e ali viveram silenciosamente escondidos, sem duvida deixando descendentes. Em 1629 o capitão inglês Roger North, tentou atacar o forte de Gurupá, mais foi atacado destroçando seu navio por Pedro Teixeira. A coroa portuguesa elevou Gurupá à capitania, sendo um dos cincos em toda região amazônica. Anos depois foi realizada a construção de um forte permanente e a cidade cresceu em torno do forte de Santo Antônio de Gurupá. Os portugueses se apropriaram das terras fazendo dos poucos índios se perderem sua identidade cultural, adaptando-se aos novos costumes dos colonizadores. Doenças como varíola, sarampo, tuberculose, malária trazida pelos brancos, causaram muitas mortes dos indígenas. Transformando em índios domesticados, ou seja, trabalhando para os portugueses. Em 1639 um navio holandês foi interceptado pela guarnição de Gurupá, próximo à cidade. Tendo assim ultimo registro de invasão dos holandeses na cidade de Gurupá. Os índios denominados Mariocay aliados dos holandeses, os que sobreviveram foram escravizados, alguns permaneciam na mata, outros na ilha grande de Gurupá, enfim com as doenças trazidas pelos europeus e a dura repressão, foram dizimados e aos poucos iam sumindo e perdendo suas origens.
O que teria acontecido com os índios que habitavam próximo ao rochedo do forte Mariocay? Dizimados, escravizados, o certo que a coroa portuguesa se apoderou das terras gurupaense, num holocausto escondido nas inúmeras batalhas entre portugueses e holandeses. A verdadeira vitima da invasão estrangeira e dos colonizadores portugueses, foram os índios; Que ocupavam pacificamente essas terras. À medida que o forte foi construído aquela sociedade nativa ia se consumindo em guerras e derramamento de sangue no canal de Gurupá, sobretudo no trabalho escravo até a extinção da etnia indígena de Gurupá. Com a colonização portuguesa atraindo comerciantes que transferiam para Portugal em navios de pequeno porte até Belém, as produções agrícolas, hoje os índios que eram chamados Mariocay pelos holandeses não existem, nem sabemos onde era sua aldeia central, o certo que temos uma praça que homenageia esses índios que provavelmente eram da nação tupinambá e a Escola Municipal Mariocay conta em sua história 43 anos de vida construindo saberes e teve sua origem no ano de 1968, ainda no Governo Municipal de José Vicente de Paula Barreto Mello, quando se deu a construção do prédio que deu origem a atual Escola Municipal Mariocay, prédio este que no começo contava com apenas duas salas de aula e dois compartimentos menores entre as mesmas. De 1973 a 1982, no prédio em questão funcionarão em épocas distintas os seguintes órgãos: BIBLIOTECA MUNICIPAL, COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO E O ORGÃO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, período em que Gurupá foi governado pelos prefeitos: JUVENAL DO VALE TAVARES E JOSÉ VICENTE DE PAULA BARRETO MELLO. Em 1983, aconteceu a primeira ampliação e o prédio passou a contar com cinco salas de aula. Em 1986, começou a funcionar no prédio da escola a Pré-Escola “PINGUINHO DE GENTE.” Em 1987, a Pré-Escola teve como sua primeira coordenadora a senhora LUIZA LOBATO BENATHAR. No ano de 1993, continuava funcionando a Pré-Escola em regime municipal e aderiu ao ensino de 1º Grau (1ª a 4ª série), em regime de convenio com o Estado (SEDUC), chamado então de INSTITUTO EDUCACIONAL MARIOCAY, Em 1997, a Pré-Escola foi transferida para outro local, permanecendo somente funcionando o ensino fundamental de 1ª a 4ª série. No ano de 2004, a escola desvinculou-se do Estado, passando a atuar somente no regime municipal, com o ensino fundamental de 1ª a 5ª série. Jorge Hurley em 1936 no livro “ noções de historia do Brasil ” descreve que a Palavra mariocay vem do Tupi: umary= frutos da mata, Cai= verbo queimar e Umary= queimado. E a palavra que deu origem ao nome Gurupá, basea-se que os portugueses chamavam de “Corupá”, porque os indios afirmavam que ali era um porto de canoa ou seja origem era Iguaru pába= porto e seria chamado pelos indios de igararupá ou seja um porto de muitas canoas. Com a nossa lingua entre portugueses e alguns indios, con certeza mestiços o tempo foi e acabocado para Gurupá, informações precisas de Francisco Adolpho Varnhagem no seu livro historia do Brasil do ano de 1962. Os holandeses chamavam de Mariocay o grupo de índios que viviam no local onde atualmente é a cidade de Gurupá, alguns historiadores acreditam que os holandeses fizeram amizade com os índios e até comercializavam produtos, podemos descrever que o cotidiano dessa época onde os índios produziam as atuais roças, pesca de tartaruga e seus derivados como o óleo, caça de animais silvestre com a comercialização da pele de onça, em troca os holandeses davam espelhos, roupas e utensílios para agricultura, certamente trouxeram escravos angolanos e ajudavam no trabalho pesado. Acredito que deveria ter um trabalho arqueológico de campo, ainda temos muitas informações guardadas neste solo. Meu avó Santino Torres, quando era Vice-Prefeito de Gurupá em 1972, ao escavarem a atual praça D. Clemente, em frente da igreja matriz, contava que tinha uma cova onde havia esqueleto e a vestimenta de um oficial, com medalhas e traços de um uniforme imperial de cor azul. Lendo alguns livros cheguei a imaginar será que era o corpo dos oficiais mortos nos combates, sabe-se que os holandeses defenderam o forte no ataque dos portugueses sobre o comando de Luis Aranha Vasconcellos, os holandeses que sobreviveram fugiram para ilha grande de Gurupá. Houve outra batalha após um navio holandês, comandado por um capitão inglês chegando a frente a cidade de Gurupá, os portugueses atacaram e afundaram o navio, matando todos. Os índios leais aos holandeses foram mortos, alguns sobreviveram e se tornaram escravos, Bento Maciel Parente ficou em Gurupá, onde após destruir o forte dos holandeses, construí sobre taipa um forte invocando a proteção de santo Antônio em 1623. Deixou Gurupá com um contingente de 50 soldados, e alguns índios escravizados, em 1624 deixou sobre o comando de Cap. Jeronimo de Albuquerque, o forte ficou sendo monitorado pelos holandeses que fugiram para ilha de Gurupá, alguns índios que eram denominados de Mariocay leais a eles, reagruparam e atacaram o forte sob o comando de Pieter Jansz. Que após uma batalha feroz, eliminaram a presença portuguesa do local, holandeses enviaram mais colonos para área e escravos angolanos para trabalhos braçais, os índios viviam entre eles em sua aldeia, acredita-se em um novo forte na foz do rio amazonas perto do rio Maxipana, ao qual era denominado MANDIUTUBA, viviam ali 22 famílias de irlandeses e se aliaram ao Capitão Nicolas Hosdam e o Capitão Philip Purcell, acredita-se que as fontes históricas afirmam que havia cerca de 200 homens para lutar.
Os barcos usados nesta época eram tipo Patacho, que era um barco à vela, de dois mastros tendo, a vela de proa redonda e a de ré do tipo latina, começou a ser utilizado no final do século XVI.Com deslocamento variando entre 40 e 100 toneladas, o barco era utilizado para o transporte de cargas e reconhecimento,pelo seu pouco peso e elevada velocidade de movimento foi utilizado por holandeses na região de Gurupá. Ao ser elevado pelos holandeses o forte Mariocay, como os europeus chamavam os índios que habitavam estas terras, a índices que trouxeram escravos africanos originário da Angola para fazer serviços braçais, essa seja origem da presença africana na região de Gurupá, afinal era um ponto estratégico, instalado em um rochedo que dava uma ampla visão do rio amazonas, o atual forte de santo Antônio de Gurupá foi base de apoio importante para expulsão dos neerlandeses do baixo Xingu, a erosão do tempo e da natureza permanecendo abandonado por quase meio século, segundo relatos do Ministério de guerra datado do ano de 1853. Relatado pelo Coronel José Lopes de oliveira, publicado no livro “Fortificações da Amazônia”, de Carlos Roque. Segundo fonte,s históricas os portugueses foram a quarta nacionalidade europeia a se estabelecer na região amazônica. Se pararmos para pensar houve muito derramamento de sangue tanto indígena, quanto europeu nesta região, diversas lutas com os Índios, entre flechas e armas de fogo da época, foi um genocídio silencioso em nossa historia. Mais a coroa portuguesa desconhecia a presença de holandeses na região, foi através da captura de dois homens de nacionalidade belga e alemã, que foi informado à presença de europeus na região amazônica. Até então desconhecida, o Capitão Mor de Belém Bento Maciel Parente apos dizimar os índios tupinambás, apoderando-se de suas terras e escravizando poucos que sobreviveram, junto com Aires de Souza Chicorro, luís Aranha de Vasconcelos e Salvador de Melo, partiram para a matança com 70 soldados e um grupo de mil índios para atacarem as fortificações inglesas e holandesa na região. No rio Xingu capturaram 36 holandeses e 100 angolanos, apos destruírem o forte Mariocay, os sobrevivente se refugiaram na ilha grande de Gurupá, e certamente mataram os índios fieis a aos holandeses, ao qual estabeleciam comercio.

EM GURUPÁ.......

1623-1647 d’aqui partiram as expedições que expulsaram os holandeses e ingleses de Maturu, Nassau, Torrego, Mandiutuba, Tilletille, Cumali e Mariocay. Após rudes combates terrestres e navais.
Acredita-se que os holandeses teriam começado a visitar a região por volta de 1598. Os relatos históricos e pesquisadores estrangeiros que passaram por essa região que havia plantações e fortes holandeses no Xingu, chamados de Orange e Nassau. Por volta de 1610 tinham feitorias também entre o Jari e Macapá, na região dos tucujus. Em 1616, Jan de Moor, chefiava companhia holandesa para explorar estabelecimentos na Amazônia. Pieter Ariansson foi instalar-se próximo ao rio Jenipapo, criando uma colônia e um forte. Em 1623 Luís Aranha de Vasconcelos, ajudado por Bento Maciel Parente, atacou e destruiu dois fortes holandeses, Muturu e Mariocai, na margem direita do Amazonas. Na confluência do rio Cajari, Pieter Ariansson naufragou e explodiu seu navio. O Forte de Santo Antônio de Gurupá, em documentos do arquivo público do Pará, relata que o Governador e Capitão General do Pará, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, ordenou a reconstrução do Forte de Gurupá em 1690, trabalhos que se iniciaram no ano seguinte, dando-lhe a forma poligonal. Para o século XVIII, a praça foi artilhada com peças de bronze para ela mandadas fundir em Gênova, em 1735, por D. João V (1705-50). Trabalhos de reconstrução de sucederam em 1742, com o Engenheiro genovês Domingos Sambucetti em 1761, com o Capitão Engenheiro Gaspar João Geraldo de Gronfeld; e entre 1771 e 1774, com risco do Ajudante Antônio José Pinto, seu comandante à época. Neste período, a fortificação exercia a função de Registro, visitado, em 1784, pela expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-92), que sobre ela observou que se encontrava em boa posição, sobre um rochedo, dominando perfeitamente a boca do rio Xingu, sendo os navios obrigados a irem aí apresentar os seus passaportes.
No rio Mararú percebi que os rios e igarapés são as estradas naturais da floresta é de enorme importância na vida dos ribeirinhos, dos rios as pessoas tiram seu sustento e junto aos rios encontram-se as terras férteis da várzea e nas cheias é inundada. Isso fazia parte da vida dos ribeirinhos e além de fertilizar a terra, possibilita a retirada de madeira em lugares de difícil acesso, no meio da mata, estava remando em uma canoa no igarapé admirado com tamanha exuberância da floresta baixa e diversificada e me deparei com santuários intactos da natureza e sobre a sombra da grande árvore rainha da várzea ‘Samauma’’. Aos poucos aquela consciência de preservar tudo aquilo estava sendo projetado mentalmente.
Eu busquei uma reflexão entre um desenvolvimento sem agressão aquele meio ambiente em que vivíamos, é um grande desafio começar a pensar e cuidar de tudo aquilo que é essencial ao povo, plantar, manejar e ter consciência que temos que preservar uma imensidão de verde, matas fechadas e rios, uma divisão com os contrastes de serrarias clandestinas, desmatamento, queimadas e latifundiários improdutivos, isso ofende a biodiversidade, causa impacto ao mundo todo, essa é a consciência que devemos colocar as futuras gerações que a floresta em pé dá mais lucro que derrubada.
Uma beleza de estrema grandeza da mata de várzea. às margens do rio amazonas, suas águas amareladas é tão volumosa repleta de canais e palafitas, é uma viagem cansativa pelo fato de você passar muito tempo no barco mais é uma beleza a cada instante em cada cena que podemos ver as belezas interioranas. Recordações de Gurupá, quando tinha dezoito anos de idade eu conheci naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem onde jamais neguei e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que me lembro desse tempo que passei lá, toda vez que vejo o mar vem em minha lembrança às embarcações, casas de madeiras sobre palafitas, paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural, cercado por uma beleza incomensurável, com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu, foi um tempo de aprendizagem.
Foi com 18 anos de idade em uma viagem de barco, deitado na rede, passando pelas belezas da ilha do Marajó, em Breves e seus rios e estreitos, movimentados de barcos de diferentes calados, vilas e povoados, casas cobertas de palha à beira do rio, consegui essas informações
Ocorre também a pesca do camarão regional (Macrobrachium amazonicum), que nos períodos de junho a dezembro. É realizada, sobretudo com matapi, uma armadilha de talas de jupati (Raphia vinifer) que juntamente com uma isca feita de farelo de babaçu (Orbinya speciosa) a “poqueca” serve à captura de camarão. Estes matapis são confeccionados na própria região, Destacam-se também para a pesca de peixes no igarapé denominada tapagem com malhadeiras e pari( feito de tala de bambu, tecido com cipó), esta pesca artesanal é feita por familiares e membros da comunidade.
Os peixes capturados que ganham expressivo destaque à comercialização são os grandes bagres migradores: DOURADA (BRACHYPLATYSTOMA ROUSSEAUXII) PIRAMUTABA (BRACHYPLATYSTOMA VAILLANTII) FILHOTE (BRACHYPLATYSTOMA FILAMENTOSUM) SARDA (SARDA SARDA) PESCADA (PLAGIOSCION SPP) PACU (METHYNNIS SPP) ARACU (LEOPORINUS AGASSI) ACARÁ (AEQUIDENS SPP) Contudo são destinados ao consumo familiar e comercializados em pequena escala no mercado municipal.

PESQUISANDO SOBRE A PESCA ARTESANAL EM GURUPÁ EM 1998

Quando viajava no barco da família observava grandes geleiras ancoradas às margens do canal de Gurupá, barco de menor porte adaptados a barcos de pesca com redes de pesca, as atividade pesqueira no município de Gurupá no ano de 1998, nesta época é caracterizada de forma artesanal, onde os transportes utilizados para pescar e para se locomover são o barco (com capacidade de armazenamento de aproximadamente de uma tonelada), o casco ou canoas (praticamente todas as casas possuem em torno de uma ou duas canoas para seu transporte); Hoje é raro encontra esse tipo de transporte, nos trapiches, encontra-se uma nova embarcação popularizada como “catraia”, uma embarcação pequena por um motor rabeta de 5hp, por sinal muito veloz, nos rios da grande ilha de Gurupá. A atividade pesqueira em Gurupá é voltada ao consumo familiar e a comercialização, sendo afetada por pescadores de outros municípios.

A EXTRAÇÃO DE AÇAÍ EM GURUPÁ EM 1999

No ano de 1999 pesquisei no rio Mararú na zona rural de Gurupá a extração de açaí, depois da decadência da produção de palmito em conserva e da exploração de madeira, a ausência das fabricas e madeireiras, veio o novo eldorado o OURO DOS GURUPAENSE. A colheita do açaí é praticada por muitas famílias, sendo destinado ao consumo familiar como para a venda, utilizando mão de obra na sua grande maioria masculina normalmente jovem. O trabalho é frequentemente realizado por duas pessoas, uma para subir nos AÇAIZEIROS e colher os cachos e outra para debulhar os frutos, colocando o açaí em paneiros. Quando para o consumo, em que a quantidade colhida é menor, os cachos podem ser debulhados em casa com a ajuda das mulheres. Muitas crianças já participam desta atividade, tendo a vantagem de poder subir nos açaizeiros mais finos que não suportariam o peso de um adulto. Os açaizais de onde se extraí o fruto situam-se principalmente nas margens dos rios e igarapés, Nestas limpezas de açaizal, a área é roçada, retiram-se cipós e plantas trepadeiras agarradas às touceiras do açaizeiro, cortam-se os estipes mais altos, que já não suportam o peso de uma pessoa, permitindo-se assim uma maior penetração dos raios do sol. No passado houve intensa extração de palmito por palmiteiros as áreas de açaizais foram muito reduzidas, com isto poucas famílias dispõem de uma produção suficiente para a comercialização. A safra do açaí, nesta região ocorre de março a agosto, a presença de atravessadores, no período da safra percorrem o rio Mararú comprando o açaí que é destinado principalmente ao mercado de Breves. Estes atravessadores entregam os paneiros na tarde do dia anterior ou pela manhã e recolhem a produção nos portos das casas até o início da tarde, aproveitando para vender alguma mercadoria. O preço pago pela lata do fruto de açaí é bastante variável de atravessador para atravessador variando até numa mesma de localidade. A venda do açaí, principalmente no início da safra, quando os preços são mais elevados, permite às famílias a acumulação de capital suficiente para a realização de investimentos, como motores a óleo diesel que serve de gerador de luz, motores rabeta para pequenas embarcações e aquisição de parabólica, produtos de serventia ao modo de vida dos ribeirinhos.

CONVERSANDO COM MEU PAI VAVA TORRES, SOBRE A EXPLORAÇÃO MADEIREIRA EM GURUPÁ NA DÉCADA DE 80

Conversando com meu pai Sr. HENRY WANDERLAN DIAMENTINO TORRES, conhecido como VAVA TORRES, ex Vereador de Gurupá eleito pelo ARENA II em 1972 que era comerciante do rio Mararú, relataram sobre o eldorado da venda de madeira com a implantação das madeiras no município como a CIA AMAZÔNIA em 1957 com sede em Portel, controlada pela empresa norte americana GEORGIA PACIFIC, que adquiriu muitos hectares nos municípios de Portel e Melgaço. Nos anos 60 foi criada a empresa MAGESA para controlar a região e adquirir terras em breves e Almeirim, obtendo isenções fiscais, Outra madeira se instalou na região a BRUMASA- BRUYNZEEL MADEIRAS S.A controlada pela empresa holandesa fundou em 1947 na cidade de Paramaribo a BRUYNZEEL SURINAME. Através de um inventário florestal em 1965 com aprovação da SUDAN a BRUMASA adquiriu uma vasta extensão de terra em Gurupá, Breves, Afuá, Anajás e Melgaço. Na época a ICOMI estabelecida no estado do Amapá, assumiu a BRUMASA em 1989 foi vendida a TREVO com sede em Curitiba no estado do Paraná. Também cito a empresa EIDAI do Brasil madeireiras S.A com sede em Belém a maior fabricante de compensado no Japão. Mais podemos dizer que a CIA AMAZONAS, foi a maior exploradora de madeira na região, em 1969 foi responsável por 27,64 % do valor total das exportações de madeiras paraenses.

PESQUISA EM 1998 SOBRE FABRICAS DE PALMITO EM GURUPÁR

Segundo alguns moradores antigos do rio Mararu, o município de Gurupá na década de 80 chegou a ter muitas fabricas de conservas de palmito em lata das empresas com as marcas EQUADOR LTDA, PALMAR LTDA, RIOMAR conservas LTDA, BRASNORT e DIANA. Esta fabrica se instalaram na zona rural de Gurupá e segundo os próprios vendedores de palmito na época tinha capacidade 150 milheiros de palmitos mensais, que produziam conserva de palmito. As fábricas se localizavam no interior por estar próxima a extração de palmito da várzea, como a locomoção de embarcações e canoas perto dos rios e igarapés uma forma predatória e sem consciência ecológica, consciência essa que foi trazida com a implantação da FASE e seu projeto ambiental. Em 1998 observei em uma fábrica ainda existente o rio Mararú, onde seria de propriedade de minha família, o processamento do palmito em conserva iniciava-se com o corte das cascas exteriores, depois era transportado para o interior da fábrica, onde seria realizado a descasca, com 0,30 a 0,50 kg de peso sendo imersos ao tanque contendo uma solução de água e sal e acido cítrico que visava evitar o seu escurecimento, logo em seguida era cortado no tamanho de 8 cm de comprimento. Separando as extremidades, geralmente feito por mulheres com corte sucessivos. Depois e colocado na lata com a solução cítrica e feito a esterilização onde ficam imersos a um tanque de água a 75- 80° C durante meia hora. O liquido é evaporado com a mesma solução e as latas fechadas na maquina recravadeira. Depois ficam imersos a temperatura de 70/ C durante 70 minutos . O surgimento das fabriquetas de conservas de palmito era para suprir a produção menor porte e revendido direto as fabricas com a mesma qualidade e separados em primeiro e segundo. O mercado foi crescendo e explorado na região, intensificou mais o preço era controlado entre os donos de grandes propriedades de terra que faziam um comercio de aviamento com seus fregueses que eram posseiros.
A principal ocupação econômica na cidade é no setor de serviços, sendo a Prefeitura de Gurupá a maior empregadora, o local de maior movimentação na cidade é próximo ao trapiche municipal, onde se concentra a área comercial, o fluxo de pessoas com atracação de embarcações de linha de Belém era feito pelo barcos de grande porte, observa-se também as pequenas embarcações vindas da zona rural de Gurupá.

HISTÓRIA DE GURUPÁ, RESUMO HISTORICO

A tomada do Forte Mariocay foi um importante passo para a consolidação da conquista da Amazônia pelos portugueses, que agora abririam caminho pelos rios a fim de estabelecer seus domínios. Começava em Gurupá a histórica luta luso amazônica para ruptura da então fronteira delimitada pelo tratado de Tordesilhas, assim, por ter expulsado os holandeses. Em 1639 Gurupá já era uma vila e no mesmo ano é criada a Freguesia de Santo Antônio de Gurupá, que é mantida em lei a partir de 1827. Em 1930, no dia 4 de novembro, Gurupá teve incluída em seu território, as terras de Porto de Moz, perdidas posteriormente. Na divisão estipulada para o período de 1944-1948, Gurupá, Carrazedo e Itapuã, situação que permanece até hoje. Nas terras gurupaenses a existência das comunidades quilombolas: Carrazedo, Santo Antônio Camutá do Ipixuna, Alto Ipixuna, Bacá do Ipixuna, Alto do Pucuruí, Flexinha, Jocojó, Alto Pucuruí, Maria Ribeira e Gurupá Mirim. Em Gurupá Mirim encontra-se o mais antigo e importante sítio arqueológico, fato de estarem nela resquícios de cerâmica indígena Colonial e Pré colonial.

UM POUCO DO FORTE DE GURUPÁ

Gurupá é fruto de um longo processo de ocupação e fortes construídos pelos holandeses para uma melhor comercialização com os nativos da região, que chamavam os índios locais de Mariocay, estando à margem direita do rio Amazonas. Por intitular-se, nos documentos oficiais, Capitão Mor da Capitania do Pará, primeiro descobridor e conquistador de Gurupá e rios do Amazonas, Bento Maciel Parente arrasou o forte com o auxílio das armas dos guerreiros Tupinambás em 1623, construindo ali o Forte de Santo Antônio de Gurupá que, por falta de cuidados, acabou em ruínas.

CASA FAMILIAR RURAL, UMA ALTERNATIVA EM GURUPÁ, FUNDADO EM 02 DE AGOSTO DE 1998

A Casa Familiar Rural do Município de Gurupá fundada em 02 de agosto de 1998, instalada no Rio Uruaí, é a primeira escola agrícola rural do Estado do Pará a funcionar na área de várzea. Surgiu levada pela motivação de que o homem do campo que tem sua produção voltada para agricultura trás esperança para o nosso país, mas esbarra em vários fatores como a desqualificação técnica inadequada à realidade do povo brasileiro, muitas vezes agredindo o meio ambiente. O êxodo rural é o resultado deste fator. Preocupados com essa realidade que está ocorrendo em todo o país o STR (Sindicado dos Trabalhadores Rurais) de Gurupá junto com representantes da comunidade, foram em busca de alternativas educacionais para a zona rural do Município.

NAS PALAVRAS DO GRANDE BALUARTE DA CULTURA GURUPAENSE EDGAR PANTOJA DE SOUZA SOBRE A LUTA SINDICAL EM GURUPÁ EM 1986

Organização Político e social do Povo gurupaense Nas reuniões de formação começamos a descobrir que a nossa sociedade é uma sociedade opressora que não existe liberdade democrática para todos neste pais os que tem o poder em mãos oprimem os mais fracos, praticam injustiça, essas atitudes vividas desde a época do descobrimento sobre o regime de Portugal e que a gente ainda esta vivendo. Vejamos alguns exemplos, as terras do Marajoi eram de uma empresa (BMS) Beatriz Moura Serra era uma firma de dois irmãos portugueses, 80% das terras deste rio eram desta firma, ela tornou-se uma grande firma e com grande poder político eles possuem terras em quase todo o Município como se ver até os dias de hoje” essa firma era montada no interior lugar conhecido por Paraíso, ficava na margem direita do rio Amazonas cerca de 40km abaixo da Cidade de Gurupá, toda produção tinha que ser vendida para eles, eles diziam vocês moram nas minhas terras, toda produção arrecadada, se fosse lavoura tirava alguma porcentagem da farinha para pagar o imposto pela terra, da borracha tiravam a tara tudo era fiscalizado quem desviasse a produção o patrão mandava intimar o freguês para falar com ele, e mandava suspender os trabalhos do infrator, como penalidade eram expulsos da terra , e as vezes prisão sendo fichado como ladrão , por que estava roubando as terras do patrão, essa era a realidade da sociedade do Marajoi, se a terra não é de todos mas, é para todos os que nela habitam deve ser um direito universal trabalhar livremente em pedaços do chão que o Senhor nosso Deus nos concede. Começamos a mobilizar os trabalhadores para a formação de um Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurupá onde o mesmo foi fundado em 26 de janeiro de 1975, era coordenado pelos patrões, não acompanhava as lutas e organizações de interesse dos trabalhadores que estavam do lado dos próprios patrões sendo que eles defendiam seus interesses. Em 1986 criamos a chapa de oposição chamada chapada dois com o tema “unidos Venceremos, já era a terceira eleição que tentávamos mais éramos derrotados como tínhamos certeza que as duas derrotas sofridas era por fraude dos que estavam assumindo o órgão de classe, tivemos que montar uma estratégia uma campanha restrita uma campanha relâmpago, essa organização custou para os trabalhadores rurais de gurupá 54 dias de acampamento e o naufrágio criminoso do B/M. Livramento de propriedade da paróquia de Santo Antonio ocorrido na noite de 28 para 29 de março de 1986, vigiado por um comando da policia militar, que foi pedido pela administração do Município daquela época. A bandeira dois tinha como proposta de trabalho três bandeiras de lutas terra , saúde e produção luta pela posse da terra com a presidência do STR sob o comando dos trabalhadores rurais as delegacias sindicais tiveram prioridade pára defender os seus lotes ou a terra onde trabalha, com isso, criou-se maior divisão entre patrão e freguês, porque o patrão queria impor o direito de mandar na produção do freguês , a produção na maioria das vezes era, o patrão exigia produção que se não fosse alcançada seria conduzida outro coletores para aquela área . Essa era a Idea patronal gerar lucros desenfreados sem os prejuízos as famílias que depois ficavam nas terras sem produção e o impacto ambiental... Decidimos reunir com as delegacias sindicais, e dar suporte para eles negociarem com os patrões, propostas aprovadas pelos trabalhadores. O posseiro teria de tirar a produção para vender aos patrões só retirar o que eles achassem necessário para sua sobrevivência como também pagar na hora da entrega, direito de vender só 30% da produção para o patrão e 5% para o freguês, direito de permanecer na terra. Essas propostas não foram aceitas pelos patrões, reagiram confirmando serem os dono da terra, tentaram meter gente nas áreas ocupadas para tirar a produção foi um dos momentos muito delicados que as comunidades eclesiásticas de base (CEB`s), reunimos o povo para reagir a opressão dos patrões, que sempre vinham acompanhados pelo Ministério Público com base em documentos, escrituras das terras que diziam sendo eles os donos das terras poderiam fazer o que bem entendessem das terras, por outro lado os posseiros estavam vendo as terras sendo devastadas e ainda a insegurança econômica dos companheiros , os patrões só pensavam no lucro vindo do extrativismo, madeira e palmito, e, isto era a primeira economia do homem do campo , quando o patrão via que o freguês tinha uma certa reserva de palmito ou madeira , e que não queria dispor deste recurso por ser a única por ser a única economia , óleo patrão metia gente na terra para retirar a produção sem avisar o poceiro , viveu-se um momento de muita dificuldade e atenção , como resolver está problemática?. O que aconteceria?, às terras dos poceiros eram invadidas a mando daqueles que se diziam donos da terra o poceiro prejudicado tinha que recorrer a Promotoria de Justiça, comunicando a invasão e pedindo providencias, dependendo da queixa formulada a autoridade determinava a suspensão do trabalho, no entanto quando chegava o mandado em poder do acusado à vezes não tinha mais nada na terra até os trabalhadores já tinham saído da terra invadida. Essa forma de defender a terra ao poceiro não deu certo para defender a produção o poceiro precisava reagir para defender sua produção, para isso as delegacias sindicais com as lideranças das comunidades tiveram que reunir com o presidente dão STR e comunicar as autoridades do município o desrespeito a que os trabalhadores eram tratados por parte daqueles que se diziam donos da terra. Assumimos uma proposta de encaminhamento, queríamos negociar com eles a forma de tirar a produção, foi muito difícil, mais eles se conformaram com as nossas posições, varias casas foram queimadas, com ameaça de morte estávamos constantemente pelo Ministério Público pela Delegacia de Policia, a resistência era sempre feita com muito respeito , finalmente, os temo mostrou que os trabalhadores não queriam terra para invadir, mas, para morar e trabalhar como se vê ate os dias de hoje.
Gurupá é um pedaço da história do Brasil, do Pará, e principalmente da Amazônia, foi um dos primeiros povoados a se constituir em meio à floresta, é uma cidade privilegiada, além de está no coração da Amazônia carrega em suas raízes a força de um povo lutador. A História de Gurupá é marcado por lutas e conquistas desde seu povoamento, foi palco de grandes batalhas, conflitos e resistências, entre estrangeiros e os povos que aqui viviam, os índios Mariocay, por isso o povo de Gurupá traz em suas raízes essa resistência. É um povo que luta pelos seus ideais, percebemos isso no decorrer de sua história, seja na época dos estrangeiros, na época da borracha contra os patrões, ou na luta dos trabalhadores rurais em prol de seus direitos. Essa história de luta e resistência se reflete nas múltiplas organizações criadas em Gurupá, como as CEBS (comunidade eclesiais de base), as associações, partidos políticos, sindicatos, pastorais, etc.

PADRE ANTONIO VIEIRA, MAIOR MISSIONÁRIO DA AMAZÔNIA, PASSOU POR GURUPÁ EM 1655

Padre Antônio Vieira Certamente, lá pelo ano de 1655, passou por Gurupá o maior missionário da Amazônia, o Padre Antônio Vieira. Viajava semanas e semanas em canoa descoberta, impelido pelo desejo de anunciar a Boa Nova e dar a sua vida pelos índios. A intransigente defesa destes povos criou-lhe inimigos ferozes que não descansaram até que o vissem por detrás das grades. Em 17 de julho de 1661, o Padre Antônio Vieira é preso no Colégio Santo Alexandre em Belém. Primeiro é mantido incomunicável em prisão domiciliar da Ermida São João Batista, no mesmo lugar, onde hoje, na Cidade Velha de Belém, se encontra a Igrejinha dedicada ao Precursor do Senhor. Finalmente é expulso do Brasil, chegando a Lisboa após inúmeros perigos do mar. “Foi condenado à privação de pregar e a voz ativa e passiva para sempre e à reclusão, por tempo indeterminado, numa casa da Companhia.

PESQUISA DO MUSEU EMILIO GOLD REVELA GRANDE DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA EM GURUPÁ NO ESTADO DO PARÁ

Gurupá está localizado na confluência dos rios Xingu e Amazonas, no arquipélago do Marajó. O município possui pouco mais de 31 mil habitantes (IBGE, 2014) e “já foi uma localidade central nas principais transformações históricas da Amazônia, desde a colonização européia até a época da borracha, depois da qual houve uma grande decaída populacional e econômica da região. Com apoio da Prefeitura Municipal de Gurupá, os trabalhos arqueológicos iniciaram na Reserva Ambiental do Jacupi. Helena Limaafirma que a região de Gurupá possui mais de cinquenta sítios arqueológicos identificados e estima que haja um número muito maior de sítios ainda não descobertos. Vários materiais já foram coletados como cerâmicas,carvões e amostras de solo, de diversas épocas. Há vestígios de povos desde antes da chegada dos europeus à Amazônia até períodos mais recentes. Os materiais coletados foram trazidos para a Reserva Arqueológica do Museu Goeldi onde se encontram em análise. Apesar de recentes,os estudos já possibilitam inferir algumas informações surpreendentes. As cerâmicas, por exemplo, apresentam traços estilísticos que mostram contatos culturais com povos do norte da America do Sul. “Isso é muito interessante porque a arqueologia vinha falando de fluxos estilísticos no sentido leste-oeste, ao longo do Rio Amazonas. Mas,ao contrário do que se imaginava em Gurupá, a cerâmica mostra uma circulação de informações no sentido norte-sul, passando pelas Guianas e Amapá e indo até o rio Xingu, atingindo regiões como a Volta Grande. As pesquisas arqueológicas também demonstram que nós ainda temos muito para aprender sobresustentabilidade com as populações nativas que habitaram a Amazônia. Um exemplo são as chamadas terras pretas antropogênicas, solos férteis de coloração escura que não existem na natureza por si só, e são resultado de trabalho humano realizado há centenas e até milhares de anos atrás. Existem várias áreas de terra preta em toda a Amazônia, com tamanho variando de poucos metros quadrados a muitos hectares. “Sítios grandes em Gurupá mostram intensidade de ação humana e vários locais onde essa terra preta era formada.

LEVANTAMENTO DAS ATIVIDADES ESPORTIVAS DESENVOLVIDAS NO MUNICIPIO DE GURUPÁ

Campeonatos desenvolvidos: 1. Campeonato de famílias de futsal: campeonato realizado e organizado por dezoito famílias do município que tem como critério de formação de equipes o grau de parentesco até 3º grau, só podendo atuar em uma equipe se estiver este grau de parentesco. pelos senhores Antônio Pastana e Raimundo Pimentel que iniciaram com seis famílias participantes já possui organizadamente 18 famílias que participam do campeonato, as quais são: família Pimentel, família Pastana, família Tenório, família Ramos, família Queiróz, família Moreno, família Alho, família Damascena, família Alcântara, família Félix, família Serrão, família Leocádio, família Dias, família Moreira, família Bahia, família Marques, família Fernandes, família Viana. A ideia surgiu como uma maneira de integrar as famílias buscando aproximar parentes distantes entre as famílias. 2. Copa da amizade: a copa da amizade surgiu em nosso município pela necessidade de se ter uma competição sadia de futebol de campo que devido o abandono dos órgãos competentes que pararam de promover esta atividade. Como idealizador da ideia o Professor José Coelho que até hoje continua no comando deste campeonato que se tornou uma atividade anual no calendário esportivo do nosso município. As equipes são formadas com nomes de equipes nacionais assim como seus uniformes seguem também estes critérios, tais como: Palmeiras, Corinthians, Vasco, São Paulo, Bahia, internacional, Remo. 3. Campeonato municipal de campo: organizado pela secretaria de cultura, esporte, lazer e turismo, já fazia dez anos de 1993 a 2013 que não se realizava neste município, porém a atual gestão esportiva do município os senhores Claudines Alves (secretário) e Carlos Pimentel (chefe de departamento) resgataram o campeonato no ano de 2013, promovendo de agosto a novembro do corrente no o campeonato municipal de campo que foi um sucesso com participação de 26 equipes organizadas do nosso município, sendo quatorze do meio rural e doze do meio urbano, dividido em duas chaves uma do meio rural e outra do meio urbano: Equipes do meio rural: Ara (flechinha), São José (Carrazedo), ouro Negro (Pucurui), Bachada (Flexinha), Mararu (Mararu), Flamengo (Gurupá Mirim), Ponte Preta (Ribeira), Barcelona (Marioni), União Camutaense (Ipixuna), jocojó (Jocojó), UFC (Uruaí), Esporte Cojuba (Cojuba), São Pedro (Bacá), Vasco (Jocojó). Meio Urbano: São Judas Atlético Club, Paysandu Esporte Clube. Internacional, Independente, Comercial Sport Club, Porto, Juventude, Club do Remo, Sport, Coritiba, Borussia, Moto Táxi. Mesmo sendo o primeiro campeonato de campo após dez anos sem promovê-lo o evento bateu Recorde de público e foi considerado em consulta popular o melhor campeonato de campo de nosso município devido o alto grau de competitividade com participação dos melhores atletas de nosso município e de atletas de outros municípios, teve como campeã a equipe do Porto que surgiu no ano de 2013, sendo esta a sua primeira competição. Além de que a premiação de R$ 5.000 foi até hoje a maior premiação deste campeonato em toda história de Gurupá e o evento proporcionou a uma circulação de recurso em nosso município com vendas particulares, investimento dos clubes em material esportivo e remuneração de jogadores. O evento será dado continuidade no ano de 2014 e devido o grande sucesso muitas equipes históricas do nosso município estão se reorganizando para participar do campeonato tanto do meio urbano e do meio rural. 4. Campeonato de futsal masculino: somente nos últimos cinco anos este campeonato atingiu um alto nível de competitividade se tornando o principal evento esportivo do nosso município devido o nível de futsal que as equipes proporcionam para este a campeonato contratando atletas consagrados do cenário municipal, estadual e até mesmo nacional, atletas profissionais e amadores de alto nível vem de outros municípios para participar desta competição que sendo eles está entre os três melhores campeonatos de futsal do Pará, atletas como Dieguinho Belém da seleção brasileira de futsal, Ratinho, Biolai, Juninho Play, Cleidir, Formiga que são atletas consagrados no cenário estadual atuando em equipes profissionais na cidade de Belém também atuam neste campeonato e outros amadores da cidade de Breves como Juza, Jedilson que são atletas da seleção e Breves considerados por muitos alguns dos melhores atletas desta região, o campeonato ainda consta com a participação de atletas da cidade de Porto de Móz, São Sebastião da Boa Vista e outros. No ano de 2013 o evento bateu recorde de público no período em que ele foi realizado de 25 de outubro a 08 de dezembro e teve como campeão uma das equipes mais tradicionais deste município que é o Estrela Vermelha, além dela participaram as equipes tradicionais do futsal gurupaense: Galático, Juventus, Santa Maria, Exalta, Barça, Borussia, Badalado, Sporting. 5. Campeonato de Futsal Feminino: o último campeonato feminino foi realizado no ano de 2012, que devido à falta de organização das equipes femininas que são somente quatro em nosso município não foi possível realizar em 2013, porém deverá ser realizado no primeiro semestre de 2014 e sucessivamente assim nos anos seguintes, pois já está sendo trabalhada a organização destas equipes e uma das principais decisões para gerar esta organização foi de descentralizar o evento da mesma data do masculino como era realizada e agora será de forma diferente tendo uma específica somente para o futsal feminino. 6. Campeonato de máster: organizado pela Liga Municipal de futebol de campo, administrada pelo senhor Daivison Palheta, que tenta através deste campeonato resgatar equipes tradicionais de nosso município que devido a ausência desta modalidade “ficaram parado na história”. O campeonato acontece com a parceria da AVEG (associação de veteranos de Gurupá), e da prefeitura de Gurupá que cedeu o espaço do ginásio municipal para realização e jogos haja em vista que a liga não possui campo próprio. No ano de 2013 participaram seis equipes filiadas a Federação Paraense de Futebol: botafogo, União de Coimbra, AVEG, Santa Cruz, Etc. 7. Copaõ Rural: campeonato promovido no meio rural do nosso município na comunidade nossa senhora de Nazaré do rio Gurupá mirim organizado pelo Professor e idealizador da ideia Josinaldo, se tornou um dos principais campeonatos para equipes do meio rural, o principal critério é que somente equipes do meio rural podem participar assim como atletas deverão ter morado ou moram no meio rural de nosso município. Hoje o evento é um dos principais eventos do nosso município e já atingi a participação de quarenta equipes do meio rural de Gurupá, que se deslocam semanalmente de seus interiores para jogar suas partidas na localidade sede deste campeonato. O evento conta com o total apoio do governo municipal que no ano de 2013 investiu cerca de quinze mil reais para realização do evento devido a dificuldade que as equipes tem para se deslocarem de seus interiores e o evento ainda faz uma educação ambiental e social proibindo o uso de bebida alcoólica no local do evento e proibindo também tumultos, brigas, desacatos, e até mesmo jogarem lixo seja na terra ou na água, punindo as pessoas que praticam estas práticas. Além desses eventos outros campeonatos são realizados no meio urbano de nosso município como: campeonato das universidades de futsal realizado por alunos do PARFOR no período de aula, campeonato de novato e veterano de futsal onde mistura pessoas novas que não tem oportunidades em outros campeonatos e veteranos acima de 35 anos. Campeonato de famílias de campo que iniciou no ano de 2013 com participação de seis famílias. Campeonato da escola Marcilio Dias que faz a junção dos alunos do ensino fundamental e do ensino médio. Campeonato da igreja quadrangular e da igreja da vinha que são igrejas evangélicas. E campeonatos no meio rural também nas localidades: Rio Moju, Rio Uruaí, Rio Flexinha, rio Gurupá Mirim, Rio Marajoí, etc. Esses campeonato são campeonatos que são realizados por pessoas e órgãos independente da prefeitura mais que contam com o a apoio da secretaria de cultura e esporte que é vinculada a prefeitura de Gurupá, porém estes campeonatos contribuem muito para o esporte Gurupaense dando mais oportunidades para os mesmo,. Para o ano de 2013 a equipe esportiva da secretaria de cultura e esporte tentará promover o I campeonato de Volêi e o I campeonato de basquete de Gurupá e já iniciamos em 2013 as primeiras competições de MMA em nosso município em parceria com a Federação Amapaense de MMA que deverá ser dado continuidade nos anos seguintes sendo promovido e realizado pela secretaria. No ano de 2013 o esporte em Gurupá deu um salto de mais de 200%, que de um evento de grande porte hoje o município tem vários deste nível e os novos que estão surgindo aí além de que a abertura de novas práticas esportivas dando opção para a sociedade. A parceria Secretaria e sociedade possibilitou demarcar o ginásio para pratica de basquete e vôlei que antes era só futsal e a ativação do estádio municipal que estava coberto de mato e não se tinha um espaço de campo para realizar os eventos e hoje o estádio municipal reaberto tem proporcionado a sociedade gurupaense de modo geral realizar e melhorar o futebol de campo, e também a abertura da arena de Beach Soccer que atende muitos jovens, principalmente aqueles que não têm oportunidades em outros espaços esportivos. Essa é um resumo da situações esportiva do nosso município de Gurupá fonte: Secretaria de Cultura, esporte e lazer de Gurupá. gestor: Claudines Alves

JUVENTUDE PODER POPULAR

A juventude sempre teve papel preponderante nos movimentos sociais, emprestando a eles sua força, irreverência e capacidade de protesto contra toda e qualquer forma de tirania e ditadura. Assim, os movimentos estudantis são fontes naturais de novas lideranças políticas, essenciais para a renovação de sistemas obsoletos e que perderam a capacidade de dialogar com os anseios atuais da sociedade.

15.9.15

Cerâmica de Gurupá apresenta características únicas, diz pesquisadora. Estudo aponta contato entre grupos do Pará, Amapá e Guianas.

Foto: Cerâmica encontrada em Gurupá tem traços do estilo Koriabo, encontrado em povos mais ao norte do Pará (Foto: Acervo projeto OCA/MPEG) Cerâmica de Gurupá apresenta características únicas, diz pesquisadora. Estudo aponta contato entre grupos do Pará, Amapá e Guianas. Do G1 PA Um projeto arqueológico em Gurupá, na ilha do Marajó, surpreendeu pesquisadores com evidências de novos contatos entre os povos da Amazônia. Através de escavações e coleta de materiais, os arqueólogos encontraram peças com estilos diferentes das cerâmicas tapajônica e marajoara, indicanto que as civilizações que viviam na floresta antes do descobrimento interagiam com mais povos do que se pensava. "Sabemos que a comunicação do passado pre-colonial seguia o fluxo do rio. O Amazonas era uma grande avenida, mas o que está nos surpreendendo é a ausência de semelhanças estilísticas entre a cerâmica encontrada em Gurupá e as peças do restante do Marajó e de Santarém. A semelhança é com artesanato Koriabo, que aparece nas Guianas e no Amapá", explica a arqueóloga Helena Lima, coordenadora do projeto Origens, Cultura e Ambiente (OCA). De acordo com a pesquisadora, a semelhança entre a cerâmica de Gurupá e de civilizações ao norte do estado do Pará fizeram com que os arqueólogos debatessem a possibilidade da interação entre povos que não são ligados pelos grandes rios. "Percebemos semelhanças muito fortes, então começamos a discutir o baixo Amazonas como área de intenso fluxo estilístico, de idéias e estilos em sentido norte-sul ou sul-norte", disse. "É absolutamente viável pensar em comunicação fora do fluxo dos grandes rios", afirma. Tesouro oculto Segundo o Museu Goeldi, desde o século XIX o arquipélago do Marajó serve como referência para pesquisa sobre as culturas da região antes da chegada dos portugueses. Apesar disso, o projeto OCA é a primeira iniciativa a explorar o potencial de Gurupá. "O município de Gurupá, embora tenha potencial arqueológico muito grande, com mais de 50 sítios, nunca havia sido pesquisado. Houve um inventário do Iphan realizado em parceria com a Ufpa entre os anos de 2008 e 2009 que resultou em uma publicação de um livro que já apontava uma cerâmica diferente das demais culturas amazônicas, não relacionada com conjuntos conhecidos", explica Helena Lima, coordenadora do projeto , realizado pelo Museu Emílio Goeldi. Riqueza ameaçada A cidade de Gurupá está localizado entre os Xingu e Amazonas, no arquipélago do Marajó. O município possui pouco mais de 31 mil habitantes de acordo com o censo do IBGE, e tem abundância de sítios arqueológicos espalhados pela Reserva Ambiental de Jacupi, um local que desperta interesse de madeireiros e loteadores. Entre os materiais coletados, os pesquisadores encontraram cerâmicas, carvões e amostras de solo de diversas épocas. Há vestígios de povos desde antes da chegada dos europeus à Amazônia até períodos mais recentes. Os itens foram trazidos para a Reserva Arqueológica do Museu Goeldi onde são analisados. Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2015/08/arqueologos-descobrem-contato-de-povos-do-marajo-com-guianas.html (18/08/2015)

Gurupá é uma cidade do interior do Pará – pequena no tamanho, mas riquíssima em história e cultura. É a porta de entrada da maior e mais cobiçada floresta tropical do planeta. Ela surgiu às margens do rio Amazonas, num lugar que era habitado pelos índios Mariocai e, posteriormente, recebeu influencia dos diversos colonizadores holandeses e portugueses que ali se instalaram. No decorrer de 400 anos de história grande número de pessoas famosas pisaram em suas terras e interagiram com os moradores locais. Religiosos, naturalistas, pesquisadores e cientistas de renome passaram por lá, como por exemplo: Padre Antônio Vieira, Alexandre Rodrigues Ferreira, Domingos Ferreira Penna, Charles Wagley, Eduardo Galvão, Dalcídio Jurandir, Moacir Werneck de Castro, Jacques Cousteau e irmã Dorothy Stang. Dessa interação tão diversificada, surgiu um povo forte e combatente. Os gurupaenses são reconhecidos como uma gente aguerrida, que não se intimida diante das dificuldades e luta bravamente por seus objetivos. Muitos fatos interessantes e curiosos fizeram parte de sua história, tornado essa cidade uma referência em movimentos populares e de valorização das populações tradicionais.

FONTES CONSULTADAS PARA PESQUISA QUE FIZ SOBRE GURUPÁ

FONTES CONSULTADAS: 1- Charles Wagley, Amazon Town, a study of man in the tropics/1953 2- Eduardo Galvão, The Religion of an amazon community: a study in culture change/ 1952- Universidade Columbia. 3- Arlene Mari Kelly, Familiy, Church and Crown:a social and demographic history of the lower xingu river valley and the municipality of Gurupá, 1623/1889- 1984/ University Of Florida. 4- Richard Brown Pace, Economic and political change in the amazonian community of Ita, Brazil/ 1987- University Of Florida. 5- Paulo Henrique Borges de Oliveira, Ribeirinhos e Rocheiros, Gêneses, subordinação e resisitencia camponesa em Gurupá/ 1991- Universidade de São Paulo. 6- Jean Marie Royer, Logiques sociales et extractivisme. Etude anthropologique d’une collectivité de la forêt amazonienne, etat du Pará, Brésil/ 2003- Université Paris III- Sorbonne Nouvelle, Institut des Hautes Etudes d’amérique Latine. 7- Girolamo Domenico Treccani, Regularizar a terra: um desafio para as populações tradicionais de Gurupá/ 2006- Universidade Federal do Pará, Núcleo de altos estudos amazonicos. 8- Pedro Alves Vieira e Girolamo Domenico Treccani, Documentar a terra: uma luta constante/2001- STTR e FASE. 9- Arthur Viana, As fortificações na Amazônia, anais da biblioteca e arquivo do Pará, tomo IV, Belém/ 1905, página 227-307. 10- Robson Wander Costa Lopes, Cebs Ribeirinhos: análise do processo de organização das comunidades eclesiais de base em Gurupá/ 2013- UEPA, Mestrado em Ciência da religião. 11- IBGE- estatistica municipal e Gurupá/ 2014. 13- Antônio de Pádua de Mesquita dos Santos Brasil, a atuação da organizações não governamentais na governança ambiental da amazônia: O caso da ONG FASE no municipio de Gurupá/ 2007- Universidade Catolica de Brasilia. 14- Pamela Melo Costa, Acordo de pesca: desafios de implantação e consoldação em aréas de varzea do municipio de Gurupá/ 2014- UFPA.