24.1.11


Dia de fé, festejo na comunidade de Nazaré
Muiraquitã brilha nas águas escuras do Mararú.
Rio de cores e crendices da Amazônia.
Misticismo caboclo invade os barcos desse rio num mar de gente.
No mês de outubro, mantidos na emoção e devoção por nossa senhora, graças à fé de um povo em união às margens do rio Mararú
É uma festa no rio a romaria fluvial, barcos enfeitados, colorindo o rio Mararú.
Caminhando num ritual em devoção a procissão de fé, até a derrubada do mastro, se encontra na festa do barracão da comunidade. Invade de fé e alegria.
Nos dias do festejo as famílias freqüentam a capela de noite em cada rosto a expressão de fé, cada devoto sente orgulho de estar ali, à água alivia a dor e o calor, promesseiros entram na capela de pés descalços, agraciados pela nossa rainha da Amazônia.
A tradição do festejo na família Fernandes, resistindo ao tempo.
A fé fortalece ao ver a imagem dentro da berlinda de perto.
Como pode uma pequena imagem, levar tantas pessoas a expor sua fé em suor e lágrimas de emoção.
Entregamos nossas vidas a ti, em tuas mãos.

Em Gurupá te poétizei



In Memorian a minha avó
Palmira Torres.
Olhando a ilha grande de Gurupá
Vem uma lágrima em meu olhar
Sem palavras...
Uma perda que não sei explicar.
Nem consigo falar, sua ausência é tão grande.
Que me permite pensar...
Na flor que nunca mais vou regar
Na fé que não vou ter
No amor que nunca mais vou abraçar
Em silêncio, tua saudade eterna.

padre GIÚLIO LUPPI,um revolucionário em solo gurupaense


Ao Padre Giulio Luppi
Bom pastor

Olhar de um servo que ajudou a escrever
A história sindical de Gurupá
Entre versos amazônicos.
Essência intelectual da teologia de libertação
Deste padre italiano.
Militante das palavras de Cristo.
Perseguido pela oposição, teve seu barco afundado
Em seu canto tradicional renovou a fé
Nas comunidades organizou
Presença viva na vida do povo ribeirinho
Nos sermões, rios de palavra infinita.

Encantadora Gurupá


Atravessando o rio Amazonas
Em Gurupá, te poetizei
Ás margens do rio Mararú nasceu minha origem
Do lado esquerdo, separando de Gurupá
Admirei-te, terra sedutora da ilha grande
Ao ver a ilha Salvador, destas paisagens tão verdes.
Encantei-me com aquelas terras de várzea.
Na ilha do Gurupai até o rio Manjo
Pérola desta ilha, onde os cabanos ali se esconderam
Marioni onde a seta ainda resiste.
Seus grandes açaizais no rio Moju
Surpreende-me no furo do mararuzinho,na comunidade
Nossa senhora das Graças.
Tomando açaí com pacu,
Com um bom caboclo
Buscando a origem amazônica
O lado selvagem do centro da mata.
Ao sabor do açaí regional no Murupucu
Búfalos correndo neste extenso campo verde
Onde o vaqueiro domina o diabo preto
De olhos vermelhos.
Lindas caboclas de cabelos longos
Andando pelas ruas
Desta fascinante, cidade de Gurupá.

Velho trapiche


Encantador és tu, rio Mararú
Onde a vida passa devagar em Gurupá
Nesta correnteza, com seu tempo tão particular.
No olhar do pescador, cresce vendo
Meus portos imaginários da beira da ilha grande
Atraca barcos com todos os sonhos no porão
Destas pequenas embarcações, calafetadas de zarcão.
Trapiches de madeira a beira do rio Amazonas
Atravessa nas noites de vento
As redes balançando no convés
A proa desbravando essas águas inquietas.
Deste trapiche, somente a despedida.
Aqueles que viajam
Por esse rio de saudade.

Fé em são Benedito


São Benedito
Daí toda força e poder
Segurança da tua sabedoria
Nesta águas que banham esta cidade de Gurupá
Tira de mim o medo e a dúvida
Invoca seu espírito de grandeza
Sopra tua divina luz
Esta alma confusa
Dá a clareza de aceitar e cumprir tua vontade.

São Benedito de Gurupá.

Gurupá em festa,dezembrada


Misturando-me na canção popular
Vejo na rua o povo dançando gambá.
Com chapéu de palha os foliões diversos
Alegra a cidade num cortejo de alegria
Nesta cultura viva.
Na igreja, me abasteço de fé.
Ao som do reco reco, me encantando
No som dos tambores do povo
A cidade se inspira
Num gole de alegria.
Numa caligrafia linda
Em ritmo de poesia.
O festejo de são Benedito contagia
Nestas ruas coloridas.
Entre as pessoas de diversos lugares

Pagando sua promessa no cortejo do mastro arriado

Todos carregando um pouco, levando pelas ruas dessa cidade
A bela cultura é admirada, tradição centenária
O cortejo termina na ramada
Ali todos se misturam
Dançando gambá, nossa cultura
Belém encanta com seu povo.
Em versos e cores.

Um pouco de Gurupá



Todos molhados de cerveja no vesperal
Banho de espuma, alegria e muita música
A festa continua no outro dia
Festa de dia é vesperal
Onde a cidade recebe seus visitantes
Nas estreitas ruas da cidade de Gurupá
Inspira o tradicional carnaval de rua
Entre centenários casarões e prédios históricos
Moradores ocultos da arquitetura nova
Inquieta pelos seus desbravadores boêmios
No bar da Rute e da Terezinha
Mangueirão e terraço
Recanto de diversas manifestações culturais
Parece os arrastões carnavalescos
Invade as ruas de alegria, não tem
Nas marchinhas e fanfarras, agora só aparelhagem pesada
Maga som Nazaré e outros vindos de Macapá
Destas históricas ruas de Gurupá.
Ninguém esquece quem passa a festa, sempre volta.

Gurupá,cidade sedutora do baixo-amazonas


Brisa de Gurupá

Recordando sensações de se envolver no
jogo sedutor.
Das promessas ficaria apenas um
Olhar de saudade, um tempo que passou.
Mergulhei nesta águas que banham Gurupá
Tuas ondas platônicas
Quando te conheci. Você veio até mim
Com um olhar atraente me seduzindo, nas
infinitas palavras que me encantou.
Mais tudo é tão poético que faz
soar em ritmo do carimbó,
passei dias pensando em teu olhar
nestas frias noites de luar.
Mais esse mar que separa
meu coração de você
é tão imenso e sedutor
rosto lindo de cabocla gurupaense.
sorriso enigmático
decifrando versos e imagens,
fácil de explicar
como a beleza do mar
te amarei a cada
pôr do sol do Gurupá.

orgulhosamante gurupaense



Somos orgulhosos de sermos caboclos
Com feições indígenas
Dizendo:
Pares que?
Exclamando:
Égua!
Somos orgulhosos de chamar nas horas de aflição e fé
Pelo nosso pretinho.
Tiramos a zica com um banho no rio amazonas
Depois da chuva da tarde
Tomamos tacacá quentinho.
Temos orgulho do sangue quilombola e Mariocay
Olhando as tardes e lascando a pupunha com a boca
Tomando suco regional de taperebá, bacuri e cupuaçu.
Nesta imagem, quero viver.
Morrer nesta cidade.
Que tem cheiro de patchouli.
Banhada pelo rio amazonas.
Sagrado encanto
Dos mistérios amazônicos
Desta cidade marajoara
Que é Gurupá.

Em Gurupá.............



Aqui tem dias de sol e chuva
Na cidade de tardes quentes
Paro para tomar um açaí da ilha.
Vou andando pelas ruas de Gurupá
A chuva ta para despejar
Um toró daqueles, que não dá para imaginar.
Nesta tardes de chuva,lavando a cidade com suas águas sagradas
Gurupá, cidade de todos os credos e todas as raças.
Nesta poesia que te abraça a cada esquina
Num toque nostálgico, a face das impurezas.
Ruas esquecidas ,grandiosa ilha
De uma simplicidade ribeirinha
Sentença de teus filhos gurupaense
É viver, nascer e crescer
Remar em teus igarapés
Navegar nas catraias
Tomando açaí na cuia, com farinha baguda.
Vivendo nesta cidade do baixo amazonas.

Gurupá,abençoada por são Benedito


Teu povo acolhedor
Nas terras Mariocay
Entres as batidas sagradas
Da poesia dos quilombolas.
Gurupá, banhada pelas águas.
Amareladas do amazonas.
A alma gurupaense se banha
No igarapé do tortinho
Teu povo tocando banjo
Ao som do mestre
Macaúba
Rio Mararú vive tua fé.
Dia a dia nas comunidades.
Na dança do gambá
Nos tambores silenciosos
Eu danço as mandingas
Nas festividades dos santos
Até as batidas do reco reco com banjo
Na saudade intensa
Das raízes que deixei lá.

Fortaleza de santo Antônio de Gurupá


Da fortaleza de santo Antonio, visto do canal de Gurupá..
Este rio Amazonas se torna uma figura absoluta
Que se renova a cada Maré
Surpreendem todos, que te admiram.
Pela sua grandeza dessas águas profundas
Vira referência na vida dos ribeirinhos
Sua essência não se silencia
Com sua beleza incomensurável
Desse pôr do sol.
Nessas margens
Em torno da cidade
Admiro-te
Belíssima
Gurupá.

Rio de sonhos na cidade de Gurupá


Tão livre, como o vento
Tão natural
Quanto o tempo
Que passa e nunca para.
No porto do sal.
Um rio que se transforma em rua
Um vaivém de embarcações.
Cada imagem vira poesia
na hidroviária de Gurupá
As pessoas chegando bem cedinho
E os barcos cruzando o rio amazonas .
Tão vagaroso, sem pressa
Que as águas vão cortando sua frente,
Nem fazem maresias
Neste imenso rio de sonhos
Mora minha saudade.

Final de tarde em Gurupá



Olhando este, mar impaciente
Nas noites de luar
Guarda seus mistérios no fundo do mar
Inspirado do rio Mararú.
Seus barcos regionais passando por ali
Ribeirinho despescando o cacuri
Oferecendo seu peixe ali.
Sua arte em cerâmica faz paneiros para venda do açaí.
No trapiche, esperando a maré
Tomando aguardente, para tapar igarapé
Sentindo aquela brisa boa, colocando o matapi
No final de tarde, um encanto total.
Tomar banho no rio parece uma espécie de ritual
No igarapé a água é triste na vazante.
Encanto-me com as casas de palha
Onde seus moradores declamam
Versos e amores.
Na enchente a maré dobra
E o sol repousa
Às margens do rio Mararú

Cabocla de Gurupá.......



Cabocla, teu olhar atraente, à beira do rio Mararú
Vejo toda simplicidade de minha origem amazônica.
Onde meu sonho,se refugia,está em ti, minha alegria
Ao descobrir a essência cabocla de minha poesia.
Força vinda da bravura dos índios Mariocay
Entre rios e igarapés da ilha da ilha grande de Gurupá
Vejo teu rosto, nas águas barrentas do rio amazonas
Está face reflete a saudade que sinto por ti
Gurupá, Terra benzida por são Benedito
Herança das rezas dos quilombolas.
Embarco numa noite fria, onde só as estrelas são testemunhas
Embalo-me nos sonhos de minha rede, pelos rios da Amazônia
Vencendo as maresias de proa, ansioso para te reencontrar
Minha querida, cidade de Gurupá.

às margens do rio Mararú na liha grande de Gurupá


Rio Mararú de todos os encantos.

Às margens do rio Mararú
Eu te poetizei
Como um filho meu
Amor de dei
Meu amor é teu.
Na tranqüilidade desse rio
Tem de tudo que imagina...
Do axii credo!
Paresque..
Parente...
Do toró da chuva da tarde
Do areda ai, mano
De todos os encantos.
Tudo vira poesia
Dos igarapés, nas canoas
Onde as pessoas que nela circulam.
Sobre a sombra do açaizeiro
Os poetas explicam o aroma do buriti
Nossas mandingas da mata
Raízes afrodisíacas.
Pitiú do Aiua
Dos colares de caroço de tucumã
Ao açaí com farinha de mandioca.
No rio Mararú é pai d’égua de boa para morar.

Tacacá de Gurupá


O tacacá

Gurupá...
Tem gosto e cheiro
Na avenida são Benedito
Às margens do rio-mar.
Tem uma tacacazeira
Vendendo sopa de tucupi
Com alho e chicória
Camarão seco e goma
O jambú faz adormecer os lábios.
Depois da chuva da tarde,
Com pimenta ou sem ela
O tacacá é servido quentinho
Degustado e apreciado
Com seu sabor inigualável.

Olhar Gurupaense



Poesia entorpecida
Na capital as fumaças entorpecidas de ilusão
Uma forma de estar feliz no altar sagrado
Amo-te tua existência,
Capital morena, curando tua fraqueza.
Extensa na beleza de teus rios.
No alto da torre, vejo o relógio do tempo.
Não posso ficar parado
Corro contra as ilusões.
Até o limite do rio Mararú
Agradando meu íntimo caboclo
Faço de ti, uma bela poesia.
Beijando-te intensamente
Doce inspiração amazônica.
Nas palafitas de uma vila
Misturo-me numa dose pura de aguardente
Encho minha cara num bar decadente
Seqüestro almas numa poesia sínica
Estranha alquimia branca
Na noite revelada das fumaças proibidas
Exaltados sentimentos.
De um poeta subversivo e anestesiado
Pela imagem urbana e suja
Da noite, vagando pelo silêncio.
És uma obra incompleta e inédita.
de mim mesmo!
GIL

Rascunho poético do Gil


Segredos de Gurupá

Fico horas no trapiche de Gurupá
Olhando o mar agitado
A bela visão do Amazonas
Procuro por você
Bela gurupaense
Em cada maresia
Em cada brisa fria
A noite se aproxima
O mar se agita na saída da lua
Mergulho em teus profundos segredos
Lavando minha alma impura.
Decifrando incertezas
Do amor e da poesia absurda
Nesta noite fria e escura
Olhando estas águas barrentas
Passa uma embarcação frágil
Levando-te nesta ausência
Silenciosa...
Dos meus pensamentos solitários.

Recordações de Gurupá,meu exílio voluntário
Conheço naquele povo a beleza exótica de uma cultura unindo o passado com o presente, minha origem jamais negou e às vezes fico com os olhos cheios de lágrimas, toda vez que lembro desse tempo que passei lá,toda vez que vejo O mar vem em minha lembrança as embarcações,casas de madeiras sobre palafitas,paisagens naturais e relembro com emoção tudo que vivi,logo eu que sempre fui urbano e de repente me vi na zona rural,cercado por uma beleza incomensurável,com pessoas e estilos de vida completamente diferente do meu,foi um tempo de aprendizagem.

Imagens de minha querida cidade de Gurupá







21.6.10

Manoel Nogueira,eterno amigo


Um ser humano admirável,respeitado como pessoa e pai de família,venceu todas as dificuldades da vida e resiste a tudo com sua simplicidade.
Tem um bom coração e é franco,diz o que pensa e sente,mais é um amigo de verdade e fiel as coisas que acredita.
Vem de uma família tradicional do rio mararu-Gurupá,seu pai Nogueira, fiel correligionário do PSD de Magalhães Barata,seu irmão R.Nogueira,foi o primeiro vereador eleito no Pará pelo PT.Além de ter sido vereador por três vezes e prefeito por duas oportunidades.
Família tão querida,que eu tenho o prazer de compatilhar bons momentos.
Manoel Nogueira este ser foi muito importante para minha trajetória de vida.
Pai da Alda,Nilda,Lenilda,j.Paulo e Carmem,casado com D.Hilda Diamantino,espero perpetuar essa amizade,obrigado por tudo!

17.6.10

Belém, capital da fé.



Em homenagem a Dra Rute Barros,esposa do parlamentar Domingos Juvenil.À quem tenho admiração,respeito e fidelidade.